O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) realiza, de segunda (17) até quarta-feira (19), no Barra Park, na Barra do Jucu, em Vila Velha, um curso sobre processamento da pele do peixe.
Nos três dias, das 8 às 17 horas, a instrutora da Universidade Estadual de Maringá (PR), Maria Luiza de Souza, vai apresentar aos participantes técnicas que permitem a transformação da pele do peixe em couro.
Realizada através de um convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a capacitação é destinada a 20 participantes, formados por técnicos do Incaper e das prefeituras de Anchieta, Aracruz, Itapemirim, Vila Velha e Vitória, que desenvolvem trabalhos nas áreas de pesca e aqüicultura, voltados à melhoria da qualidade de vida no campo.
“A partir do curso, vamos formar técnicos que possam multiplicar a tecnologia de processamento de peles de peixe. Com esse conhecimento vai ser possível oferecer uma nova alternativa de trabalho e renda aos piscicultores de base familiar de todo Estado, que descartam o material. A pele representa de 5% a 8% do corpo do peixe e é um subproduto interessante”, destaca a bióloga do Incaper, Pierângeli Aoki.
Curtida, a pele do peixe se transforma em couro, que pode ser utilizado como matéria-prima para a confecção de peças de vestuário, calçados, cintos, bolsas, brindes promocionais, entre outros.

