No período que antecede a Semana Santa aumenta o comércio e consumo do palmito no Espírito Santo, pois este é um dos ingredientes utilizados na culinária capixaba típica desta época. O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) alerta que a extração indiscriminada do palmito pode causar danos ambientais.
O palmito Juçara, por exemplo, não pode ser explorado em ambiente natural, por estar ameaçado de extinção. Este ano também não está autorizado o comércio do palmito da espécie Attalea dubia, conhecido como palmito Indaiá. A medida foi adotada após constatação, pelos técnicos do Idaf, de que a maior parte do palmito indaiá em ponto de corte está localizado em Área de Preservação Permanente (APP) e de reserva legal.
O Idaf é o responsável, no Estado, por disciplinar a exploração do palmito, com o objetivo de atender a demanda sem prejudicar o meio ambiente. Para realizar o controle e proteção florestal existem normas determinadas e são exigidos documentos que mostrem a origem do palmito e provem que o corte foi autorizado.
Para saber se o palmito possui origem legal, o consumidor pode solicitar ao vendedor a documentação comprovando que o produto tem autorização para ser extraído e comercializado. É importante sempre dar preferência aos palmitos de origem plantada, como o palmito pupunha, coqueiro e o proveniente da palmeira real.
“Este ano, com a proibição do comércio do Indaiá, teremos apenas palmitos oriundos de plantios, ou seja, o palmito desta Semana Santa será de espécies ecologicamente corretas”, destaca o chefe do Departamento de Recursos Naturais Renováveis do Idaf, Robson de Almeida Britto.
O consumidor pode denunciar irregularidades no comércio do palmito por meio do telefone (27) 3132-1543.

