Os preços mais altos registrados no ano passado seguem ocorrendo em 2008. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), em fevereiro, pagou-se, em média, R$ 0,68 o litro – mesmo valor verificado em julho do ano passado. Comparando com janeiro, houve alta de 2,9%. Para março, 68% dos produtores e representantes de laticínios consultados pelo Cepea acreditam em novas altas. Desde outubro a cotação estava em baixa, devido ao aumento da captação, em decorrência do período das chuvas.
O valor registrado no mês passado está acima da média de anos anteriores para o período. A diferença foi de 36,5% em relação à média do mês nos últimos sete anos, que é de R$ 0,50.
De acordo com a analista Cristiane de Paula Turco, da Scot Consultoria, a variação ocorreu porque o consumo aumentou e a captação foi menor no Sul do País. Pesquisa da consultoria mostrava que 42% das indústrias iriam diminuir o volume e 37% manter. O Índice de Captação de Leite do Cepea/USP de janeiro mostravam praticamente uma estabilidade na captação em comparação ao de dezembro (maior do histórico), com recuo de apenas 0,12%. Aliado a isso há a questão do mercado internacional, com as exportações em e cotações em alta.
Gazeta Mercantil

