Demanda por sêmen mantém-se crescente

por admin_ideale

 


O crescimento do rebanho de ovinos e, sobretudo, do consumo da carne deste animal impulsionou outro mercado: de inseminação artificial. Tradicional na bovinocultura, começa a crescer também na ovinocultura. E empresas que atuavam com a pecuária de corte e leiteira agora também vêem nos ovinos um nicho de mercado. É o caso da Lagoa da Serra que lança nesta semana a linha destinada ao setor, na Feira Internacional de Ovinos e Caprinos (Feinco), em São Paulo, que começa amanhã e vai até o dia 15.



A meta da empresa é que a ovinocaprinocultura represente 5% das vendas totais – que no ano passado foram de 1,7 milhão de doses. “É um mercado novo. Acredita-se que nem 1% usem inseminação”, diz Alexandre Zadra, gerente de Ovinos e Caprinos da empresa. Segundo ele, um estudo de mercado sobre o setor mostrou que a ovinocultura pode representar uma “boa fatia das vendas” da empresa no futura. Isso porque, entre outras coisas, o País precisa importar cerca de 80% da carne consumida.



Para a entrada no segmento, a Lagoa usou a mesma estratégia da pioneira em nível nacional nesta área: a Alta Genectis Brasil. Ou seja, se aliou a um parceiro. No caso, a Top in Life, central de biotecnologia da reprodução de ovinos e caprinos. A empresa contrata os reprodutores e produzem o sêmen – dentro dos padrões de qualidade da contratante. A Lagoa da Serra distribuiu e vende, aproveitando sua malha de representantes no País e expertise na comercialização de sêmen.



Décio Ribeiro dos Santos, diretor da Agrocentro – empresa promotora da Feinco – lembra que o setor tem muito o que crescer. “Temos um mercado de pelo menos 10 anos pela frente para substituir a importação, isso sem considerar o crescimento do consumo interno”, afirma. Pelos dados do estudo de mercado da Lagoa da Serra, para atender a demanda atual por carne de ovinos, o rebanho brasileiro precisaria ser de 42 milhões de cabeças – são 16 milhões de animais. Ou seja, aumentar 160%. Desde 2002, de acordo com o estudo, o crescimento foi de apenas 9,4%. Na caprinocultura, o rebanho atual é de 10,5 milhões de cabeças, de acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Na Alta Genetics Brasil a ovinocaprinocultura passou a ser foco da empresa há cinco anos, quando fez uma parceria com uma central genética. Desde o ano passado, a Alta Genetics Brasil tem a sua própria central. “O setor vem registrando um crescimento anual da ordem de 20%”, diz Edson Siqueira Filho, gerente de Caprinos e Ovinos da empresa. Na sua avaliação, o aumento das vendas em 2008 deve superar as expectativas. Isso porque, segundo ele, a procura por doses de sêmen em janeiro e fevereiro foi maior que em anos anteriores. Siqueira Filho diz que parte do crescimento vem de investimentos na criação destinada à produção de carne. A estimativa da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (Arco) é que a produção de carne movimente R$ 480 milhões por ano.


 


 


Gazeta Mercantil

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar