A participação da mulher na agricultura familiar é cada vez maior. Elas deixaram de somente cozinhar o prato que vai para a mesa dos filhos; é comum encontrar mulheres que plantam, colhem e lideram as atividades relacionadas ao campo.
Sabe-se que a força feminina era maciça já nos tempos das cavernas.
Afinal, o marido saía para caçar e ela observava as sementes que caíam; finalmente, testaram e começaram a plantar.
Contudo, diferentemente de hoje, elas não lideravam.
A mulher atual não se contenta somente em plantar o que alimenta o corpo. Ela desenvolve projetos para melhorar a vida de todos. São grandes mães que utilizam a energia das atividades já encontradas no acolhimento da família para ajudar os que mais necessitam.
Elas se apresentam como protetoras que estão ultrapassando as iniciativas dos homens na luta diária para pôr o alimento na mesa.
Assim, fortalecem a agricultura nos campos e suas atividades beneficiam além do seu próprio círculo familiar.
BALANÇO – Observa-se que há projetos de 267 mulheres para 65 homens em seis instituições cadastradas que entregaram propostas para Compra Antecipada Especial da Agricultura Familiar (Caeaf) na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Este balanço gera R$ 882.334,30 e beneficia 14.295 famílias. A vitalidade da mulher na agricultura familiar cria políticas públicas para diversas pessoas.
As nossas “Joanas d’Arcs” de hoje não precisam se vestir de homem porque elas usam a intuição, o cuidado, a sensibilidade, a iniciativa, a força e a coragem, que são comuns nas mulheres empreendedoras.
Todas essas qualidades têm um ar de cuidado já trazido no âmago de cada ser feminino. A batalha no campo é uma luta diária contra qualquer forma de preconceito ou machismo.
ENSINAMENTOS – Os estudos de Kátia da Silva Tóffolo sobre a empreendedora agrícola mostram que a maioria das mulheres aprendeu o manuseio da terra com os pais. Esta é uma realidade que vivencio.
Dedico o encanto pela terra aos ensinamentos da minha saudosa mãe. Hoje, há a liderança do sexo feminino, e isto rompe com o status quo das atividades agrícolas e acrescentam melhores desenvolvimentos às questões de gênero.
Toda essa luta torna a mulher uma verdadeira guerreira que, muitas vezes, acaba tendo tripla jornada: o cuidado da família, a ampliação dos estudos e o cultivo da terra.
Até quando a mulher precisará ser super-heroína para que seja reconhecida? Os homens precisam enxergar além da donade-casa, e a união das forças ampliará ainda mais as políticas públicas no campo.
ENERGIA VITAL – A mulher – símbolo da delicadeza que encanta diversos poetas – transformase em energia vital para o fortalecimento da agricultura familiar na Bahia.
A força e coragem dessas mulheres do campo é que fazem o verso do cantor Chico Esvael se tornar tão poético quando diz: “Meninas, Marias, Mulheres das ruas, dos campos, das casas de Deus, a vida precisa da força, da graça, da raça dos dons que são teus.” Joanas de ontem e guerreiras de hoje são a alma do campo.
A TARDE – BA

