O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aqüicultura e Pesca (Seag), juntamente com Instituto Terra, assinou, nesta sexta-feira (07), um convênio para recuperação dos recursos naturais do Espírito Santo. A solenidade aconteceu no Palácio da Fonte Grande.
O objetivo do contrato é a realização de um curso de capacitação, ministrado pelo Instituto Terra, sobre recuperação de áreas degradadas e manejo sustentável de recursos naturais e a execução de projetos específicos de recuperação de áreas degradadas e de manejo de recursos naturais em micro bacias hidrográficas localizadas no território estadual.
O vice-governador, Ricardo Ferraço, falou sobre a importância de parcerias entre o Governo do Estado, o Instituto Terra e o Mosteiro Zen-budista para formação de profissionais. “Nesta tarde, estamos comemorando duas parcerias muito importantes. A primeira é a assinatura do convênio com o Instituto Terra, para fazer do produtor rural um grande aliado na preservação e recuperação dos nossos recursos naturais. A outra é a parceria com o Mosteiro Zen-budista, para treinamento e qualificação dos novos praças e oficiais que estão entrando para a Polícia Militar. Ações como essas demonstram o que esperamos do futuro do nosso Estado. Queremos que o Espírito Santo não seja apenas um Estado exportador de minério de ferro, celulose, café, placas de aço. Queremos também ser exportadores de ciência e conhecimento para a construção de desenvolvimento com sustentabilidade”, destacou.
Para o secretário da Agricultura, César Colnago, a assinatura desse convênio representa a criação de um paradigma. “Estamos iniciando um trabalho prático que é aproximar o produtor rural da questão ambiental, partindo do discurso para a prática. Pode ser apenas um passo, mas é um passo na direção certa”, afirmou.
O Instituto Terra é uma associação civil, sem fins lucrativos, fundada em 1999 por Lélia Deluiz Wanick Salgado e Sebastião Ribeiro Salgado Junior. Localizada na Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG), com uma área de 676 ha, é reconhecida como Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) e a primeira criada em uma área degradada.
“Como conheço muitos países, tenho um olhar diferente do Brasil, que está se estruturando de uma maneira séria e passando a ser um País de verdade. Temos condição de fazer uma proposta nova ao planeta na preservação ambiental. Tem que se produzir com noção de sustentabilidade e estamos caminhando para esse sentido. Existe vontade e recursos e, o pouco que sabemos estamos dispostos a dividir”, explicou Sebastião Salgado.
As ações previstas no documento serão coordenadas pelo Comitê de Gerenciamento do ‘Programa de Extensão Florestal e de Adequação Ambiental de Propriedade Agrícolas’, já em funcionamento, e supervisionado pela Seag, que a partir de agora passa a contar, dentre os seus participantes, com a presença de representante do Instituto Terra.
O convênio terá vigência de um ano, e contará também com a participação do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e a Aracruz Celulose.

