O Sul da Bahia possui enorme potencial para a agroindústria, a exemplo do cacau que, vendido em amêndoas, gera cerca de R$ 300 milhões ao ano, mas quando processado esse valor sobe para R$ 4 bilhões ao ano. A avaliação foi feito no sábado, 1º, pelo secretário estadual da Agricultura, Geraldo Simões, no dia de campo da primeira etapa da Campanha de Vacinação Contra Febre Aftosa, na Fazenda João Paulo II, na rodovia BR-101 entre Itabuna e Buerarema.
Promovida pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a atividade teve a participação do diretor-geral Altair Santana, do superintendente da Ceplac para a Bahia, Geraldo Landim, do chefe do Centro de Extensão da Ceplac, Cloildo Guanaes, além de autoridades e instituições da agropecuária, como sindicatos e associações. Na solenidade, Geraldo reafirmou o PAC do Cacau como alternativa para a crise da lavoura cacaueira e fortalecimento da Ceplac.
A Adab promoveu palestra sobre os aspectos técnicos e econômicos da vacinação para cerca de 200 produtores rurais. “Esta é a primeira vez que aprendo como vacinar o gado. Não precisarei mais procurar apoio, pois, nós mesmos podemos fazer”, afirmou o produtor Djalma Santos, representante da comunidade rural Roça do Povo, localizada no distrito de Ferradas, em Itabuna.
A maioria dos 350 pequenos produtores regionais possui rebanho médio de cinco reses. Segundo o diretor-geral da Adab, a campanha tem como tema “Seja Boi, Seja Boiada”, nesta etapa, para conseguir atingir tanto pequenos como os grandes criadores. “Nosso foco é o pequeno criador, pois, o grande já está conscientizado da importância da vacinação contra a doença. Muitas vezes até ajuda o pequeno que esteja próximo à sua propriedade”, enfatiza Santana.
A coordenadoria regional de Itabuna é uma das maiores da Adab, composta por 44 municípios. Nas últimas duas campanhas, a coordenadoria obteve os maiores índices de cobertura vacinal já registrado, tendo imunizado 98% dos 580 mil bovinos e bubalinos existentes.
O rebanho da região vem crescendo, gradativamente, com a adoção de matrizes selecionadas, para aumentar a produtividade na pecuária de corte e de leite. “O setor agropecuário gera um milhão e quinhentos mil empregos e responde por 30% das riquezas produzidas na Bahia”, disse Geraldo Simões.
“O trabalho de prevenção e erradicação de uma doença como a aftosa é fundamental para que o estado seja referencial de qualidade e possa comercializar seus produtos no Brasil e no exterior”, afirma o secretário de Agricultura. O último foco de aftosa na Bahia ocorreu há 11 anos no município de Juçari, localizado há 30 km de Itabuna.

