O fortalecimento da Ceplac, que considera instituição essencial para a Região sul da Bahia, com a ampliação dos recursos a ela destinados, de forma a permitir que cumpra sua missão de impulsora do desenvolvimento de importantes regiões cacaueiras do País, foi defendido, em discurso na Câmara Federal, pela deputada Alice Portugal (PCdo B-BA). No pronunciamento, distribuído por sua assessoria, a parlamentar prestou homenagem aos 51 anos de criação da Ceplac, transcorrido no dia 20 de fevereiro.
“A data histórica está sendo comemorada em toda região sul da Bahia, que a reconhece um dos principais instrumentos impulsores do desenvolvimento e vê com temor os boatos que tratam de sua reestruturação e que versam sobre a perda da autonomia da instituição”, discursou. A parlamentar manifestou sua solidariedade e seu irrestrito apoio ao movimento pela preservação do enorme patrimônio tecnológico da Ceplac.
A deputada Alice Portugal apresentou um histórico das conquistas da Ceplac, graças ao seu modelo de atuação integrada onde, num só órgão, desenvolvem-se atividades de pesquisa, extensão rural e ensino agrícola. “Em seus 51 anos de vida, a Ceplac consolidou-se como uma instituição de pesquisa, extensão e ensino, constituindo um patrimônio moral e científico reconhecido nacional e internacionalmente”, afirmou.
A deputada lembrou que a Ceplac tem se adaptado ao novo cenário nacional e mundial e está redirecionando sua missão a fim de enfrentar os novos desafios, priorizando a recuperação da economia regional, com ênfase para o combate à “vassoura-de-bruxa”, doença que dizimou cerca de 700 mil hectares de cacauais, deixando mais de 200 mil desempregados e causando danos irreparáveis à natureza.
Atualmente, declarou, “a instituição promove a diversificação vertical e horizontal da atividade agropecuária, com o apoio à implantação de agroindústrias e o plantio e a expansão de novos cultivos e programa ações voltadas para a conservação ambiental, através de parcerias com organizações públicas e não governamentais, visando o desenvolvimento de atividades agroeconômicas sustentáveis e a preservação dos fragmentos florestais remanescentes, por estar inserida em dois dos mais estratégicos ecossistemas do Brasil – a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica”.

