Milho, feijão, mandioca e eucalipto podem ter plantios conjuntos

por admin_ideale

 


O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro) e a empresa Aracruz Celulose realizam nesta sexta-feira (29), a partir das 9 horas, na comunidade de Cachoeirinha, em Aracruz, um dia de campo sobre a aplicação de cultivos agroflorestais na propriedade.


 


O trabalho é destinado a um grupo formado por 50 técnicos do Incaper, de prefeituras e da iniciativa privada, e tem o objetivo de apresentar o desempenho do plantio de milho, feijão e mandioca em meio à cultura do eucalipto.


 


De acordo com o coordenador do Programa de Silvicultura do Incaper, Pedro Galvêas, a técnica já está no terceiro ano de uso na região e os resultados obtidos são animadores.


 


“Nas áreas onde o plantio consorciado foi implantado, o desenvolvimento do eucalipto foi melhor em relação àquelas onde a árvore foi plantada sozinha. O milho, a mandioca e o feijão também produziram bem. Essa alternativa de produção pode contribuir tanto para quem investe no cultivo de madeira, quanto para a produção de grãos e alimentos na propriedade”, destaca Galvêas.


 


O relatório técnico apresentado pelo Cedagro indica que o consórcio entre as culturas agrícolas e a florestal mostrou ser eficiente, havendo compatibilidade entre eucalipto e culturas agrícolas tradicionais, sendo assim, possível produzir madeira de eucalipto e alimentos no mesmo local e tempo. Com isso, o projeto possui potencial para ser reproduzido em outras regiões do Espírito Santo.


 


O pesquisador do Incaper lembra ainda que os agricultores familiares da comunidade estão muito animados com a possibilidade de poder utilizar áreas de plantio de eucalipto da Aracruz Celulose para investir em plantios de milho, feijão e mandioca.


 


“Como o plantio consorciado é realizado ao mesmo tempo, as mudas do eucalipto são implantadas junto com as de mandioca e as sementes de feijão e milho. A empresa estuda ajustar cooperações com agricultores familiares para autorizá-los a utilizar áreas da própria empresa, onde serão fixados novos plantios para que eles plantem uma das três culturas mencionadas, ou todas ao mesmo tempo”, completa Galvêas.

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