Pecuarista pede fim de negociação com europeus

por admin_ideale

 


Em manifesto enviado ontem ao ministro da agricultura, Reinhold Stephanes, representantes de entidades ligadas à pecuária de corte pediram o fim das negociações com a União Européia. Os pecuaristas alegam questão de soberania para não aceitar as imposições dos europeus, que exigem do Brasil a apresentação de uma lista com apenas 300 propriedades aptas a exportar.


O texto da ANPBC (Associação Nacional dos Produtores de Bovinos de Corte), apoiado pela Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça, pela Associação Nacional de Criadores e pela Sociedade Rural do Paraná, pede a paralisação das negociações com a UE.


Para André Muller Carioba Arndt, presidente da ANPBC, “todos os bovinocultores de corte devem ter o direito de exportar, desde que cumpram com responsabilidade todas as exigências do nosso país para atender os mercados externo e interno”. Segundo ele, “é uma questão de soberania não aceitar a imposição de um número de exportadores”.


Os produtores lembram que a União Européia compra pouco de carne bovina “in natura” brasileira, quando se compara com toda a produção nacional. “Essa parcela pequena será facilmente absorvida pelo mercado interno e pelos países importadores, não havendo necessidade de o Brasil se submeter às exigências da União Européia”, afirma Carioba Arndt.


Segundo ele, o momento é favorável ao fim das negociações, pois a demanda no mundo é maior que a oferta e logo os próprios consumidores europeus irão se voltar contra as medidas protecionistas da UE.


Também em nota oficial, a Abrafrigo (Associação Brasileira dos Frigoríficos) cobrou investigação e punição rigorosa, pelo Ministério da Agricultura, das empresas que exportaram carne bovina “in natura” sem obedecer aos critérios de rastreabilidade. A exportação irregular foi admitida pelo próprio ministro Stephanes.


A Abrafrigo se posicionou contra a apresentação de nova lista de exportadores para a UE. Usa-se argumento sanitário em uma questão que é “puramente comercial”, disse Péricles Salazar, presidente da associação.


Folha de São Paulo

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