A partir desta quarta (13) está proibida em todo o território capixaba a extração do palmito da espécie attalea dubia, conhecido como palmito indaiá. A medida foi adotada após constatação dos técnicos do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) de que a maior parte do palmito indaiá em ponto de corte está localizado em Área de Preservação Permanente (APP) e de reserva legal.
De acordo com as novas medidas, as autorizações de extração estão suspensas por cinco anos e somente serão fornecidas quando a retirada da planta for para consumo próprio, respeitando o limite máximo de cinco unidades por propriedade. Anteriormente, os produtores rurais podiam solicitar aos técnicos do Idaf a autorização para o corte, mantendo obrigatoriamente no mínimo 20% do total do palmito presente na propriedade.
Segundo o técnico do Idaf, Frederico Lopes, o objetivo desta regra é realizar no decorrer dos próximos cinco anos uma avaliação detalhada de como a espécie está distribuída no Estado e analisar os dados, possibilitando, desta forma, medidas que possibilitem a preservação do palmito.
Ameaça
“Toda espécie nativa, considerada em sua origem, vive em equilíbrio com o ecossistema. O corte indiscriminado do palmito indaiá, que é nativo da Mata Atlântica, pode ameaçar a existência e sobrevivência da espécie. Por isso, decidimos pela proibição, para que possamos analisar a real situação do palmito indaiá, impedir o corte nas áreas de preservação e elaborar meios mais eficientes de controle e conservação da espécie”, esclarece Frederico.
O técnico orienta que os consumidores capixabas não comprem palmitos in natura da espécie indaiá procedentes do Espírito Santo, tendo em vista que o corte está proibido. Para saber se o palmito possui origem legal, o consumidor pode solicitar ao vendedor a documentação que comprove que o produto tem autorização para ser extraído e comercializado.

