Espírito Santo acumula três IGs referentes ao café

por Portal Campo Vivo

Produção do grão capixaba é destaque em todo o Brasil

O café capixaba é um destaque para o Brasil, não só por ocupar posições importantes na economia brasileira, colocando o Espírito Santo como o 2º maior produtor deste tipo de grão no país, com expressiva produção de arábica e conilon, mas também pelas inúmeras conquistas em premiações e certificações, como é o caso das Indicações Geográficas.

Das oito IGs registradas no Espírito Santo, três são para o café: IG Café do Caparaó, IG Café das Montanhas, e a mais recente, IG Café Conilon do Espírito Santo. Mas afinal o que são as IGs?

A Indicação Geográfica é uma ferramenta utilizada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), para reconhecer a procedência ou origem de um produto e garantir a sua qualidade, regionalidade e/ou processo de produção e, desta forma, proteger e valorizar produtos e produtores, além de promover o desenvolvimento regional.

As três certificações foram conquistadas no ano passado, todas com suporte do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae/ES).

“O Sebrae ajuda a identificar potenciais regiões vinculadas a produtos específicos e de renome, além de orientar e apoiar os pequenos negócios na estruturação de um ambiente propício ao reconhecimento, desenvolvimento e fortalecimento dessas Indicações Geográficas. Para tanto, o Sebrae atua na articulação e mobilização dos parceiros dos respectivos territórios em prol das Indicações Geográficas”, destaca a gerente regional do Sebrae/ES, Carla Bortolozzo Bassetti.

Atualmente, cerca de 75 mil famílias capixabas vivem da cafeicultura. O trabalho agora é de orientação para que os produtores possam ter acesso ao selo.

“Um produto com selo de IG ganha mais destaque no mercado, inclusive internacional. Para quem consome, é a certificação de estar adquirindo um produto de qualidade, e para quem vende, é a garantia do reconhecimento somada à possibilidade de ampliação do mercado. A obtenção do registro de uma Indicação Geográfica junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é uma estratégia importante para a proteção e valorização dos produtos típicos e diferenciados, representando um instrumento de inovação, diferenciação e competitividade para os pequenos negócios localizados em determinado território”, aponta Bortolozzo.

 

IG Café do Caparaó

A região do Caparaó foi a primeira a ter a IG do café reconhecida pelo INPI no estado, sendo também a primeira IG do Espírito Santo na modalidade Denominação de Origem. O Café do Caparaó possui aspectos naturais e humanos que o diferencia dos outros e, assim, a região produz um café único e especial.

A área geográfica da Denominação de Origem do Café do Caparaó envolve dez municípios do Espírito Santo e seis de Minas Gerais. Do lado do Espírito Santo temos Dores do Rio Preto; Divino de São Lourenço; Guaçuí; Alegre; Muniz Freire; Ibitirama; Iúna; Irupi; Ibatiba e São José do Calçado. Atravessando a fronteira mineira, temos: Espera Feliz; Caparaó; Alto Caparaó; Manhumirim; Alto Jequitibá; e Martins Soares.

 

IG Café das Montanhas

A segunda produção de café reconhecida com o selo da IG foi o Café das Montanhas e trata-se também da segunda “Denominação de Origem” para cafés do Espírito Santo, o que demonstra a singularidade da cafeicultura capixaba.

Ao todo, 16 municípios capixabas estão abrangidos pela área da IG: Afonso Cláudio, Alfredo Chaves, Brejetuba, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Marechal Floriano, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Santa Leopoldina, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante.

 

IG Café Conilon do Espirito Santo

Diferente das outras IGs do café, nesta temos o selo de “Indicação de Procedência” e atende não a uma região específica, mas sim a todo o estado do Espírito Santo, sendo inclusive a primeira do Brasil com este perfil.

O café conilon capixaba é referência nacional e mundial. A cafeicultura do conilon foi iniciada no estado ainda em 1912, com grande expansão da produção na década de 60, quando a crise cafeeira afetou a produção do arábica.

Com o reconhecimento por meio do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que concedeu a Indicação Geográfica (IG) ao produto na modalidade Indicação de Procedência (IP), produtores ficam autorizados a utilizarem do nome geográfico “Espírito Santo” para o produto café conilon produzido em território capixaba, passando a ser identificado como Café Conilon Espírito Santo.

O reconhecimento oficial veio após três anos do pedido e levou em consideração a reputação, a notoriedade e a fama do território capixaba para este produto.

Sebrae/ES

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