Consumo de tilápia deve duplicar até 2030

por Portal Campo Vivo

Tilápia representou 64% da produção brasileira de peixes em 2022 e 98% das exportações de pescados

A produção de peixe cultivado atingiu números nunca antes vistos na história. Dados da  Associação Brasileira da Piscicultura revelaram que em 2022, a produção alcançou 860 mil toneladas, aumento de 2,3%. A produção de peixes é uma atividade que vem crescendo no Brasil. Ao contrário da pesca, onde os peixes são retirados de seu habitat natural, a criação ocorre em sistemas controlados, como em viveiros, açudes e tanques-rede.

Um dos principais destaques é a tilápia, que representa 64% da produção brasileira de peixes e foi o mais cultivado no Brasil. Em 2022, foram produzidas 550 mil toneladas, aumento de 3% em relação ao ano anterior. A facilidade de reprodução, rápida taxa de crescimento, carne de excelente qualidade e adaptação aos sistemas de cultivo são alguns dos motivos para a escolha da tilápia. Paraná, São Paulo e Minas Gerais são os maiores produtores.

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A expectativa é que a tilápia ganhe ainda mais espaço no prato do consumidor. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Axxus em parceria com a Peixe BR revelou que dos entrevistados que afirmaram comer este tipo de peixe, 82% gostariam de consumir ainda mais. A inclusão da tilápia na dieta dos brasileiros é bastante motivada por fatores relacionados à saúde e bem-estar.

Enquanto isso, no cenário internacional, também segue conquistando o mundo. No ano passado, a tilápia representou 98% das nossas exportações de pescados, com faturamento de U$S 23,8 milhões, alta de 15%. Nosso produto foi enviado principalmente para os Estados Unidos, que é o principal comprador, seguido por Taiwan, Canadá, Líbia e México. A produção de tilápia cresceu quase 50% desde 2014 e as projeções são otimistas. O Brasil, que hoje é o quarto maior produtor mundial deste tipo de pescado, pode subir no ranking e ocupar a terceira posição nos próximos três ou quatro anos. Essa projeção é baseada na perspectiva de exportações mais aquecidas e aumento do consumo do brasileiro, que deve dobrar até 2030, saindo de 2,5 quilos por habitante ano para cinco quilos. Esse é o agro brasileiro, que se diversifica, gera renda e empregos e ainda alimenta o mundo.

Jovem Pan

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