Café reage no fim desta terça-feira e fecha com altas nas bolsas, mesmo com pressão da safra brasileira

Recuperação técnica e estoques mais baixos sustentam preços, enquanto avanço da colheita limita ganhos

por Portal Campo Vivo
Foto: Yzamara Belo

O mercado do café encerrou a terça-feira (05) com valorização nas principais bolsas internacionais, em um movimento de recuperação após as perdas recentes. As cotações refletiram ajustes técnicos e suporte vindo dos estoques mais enxutos, mesmo com o avanço da safra brasileira ainda no radar.

Na bolsa de Nova Iorque, os contratos do arábica fecharam em alta. O vencimento maio/26 encerrou a sessão a 305,85 cents/lb, com ganho de 365 pontos. O julho/26 fechou a 289,75 cents/lb, com alta de 425 pontos. O setembro/26 subiu 420 pontos, cotado a 280,40 cents/lb, enquanto o dezembro/26 avançou 405 pontos, a 272,65 cents/lb.

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Em Londres, o robusta também terminou o dia em campo positivo. O contrato maio/26 fechou a US$ 3.603 por tonelada, com alta de 35 pontos. O julho/26 subiu 14 pontos, cotado a US$ 3.378. O setembro/26 avançou 22 pontos, para US$ 3.297, e o novembro/26 teve alta de 25 pontos, encerrando a US$ 3.231 por tonelada.

O movimento de alta neste fechamento está ligado principalmente a fatores técnicos, após uma sequência de quedas nas últimas sessões. Além disso, o mercado segue atento à redução dos estoques certificados de arábica, que continuam em patamares historicamente mais baixos, dando sustentação aos preços.

Por outro lado, o cenário fundamental ainda limita avanços mais consistentes. A entrada gradual da safra brasileira, com expectativa de volume elevado, mantém pressão sobre as cotações. Esse fator tem sido determinante para o comportamento recente do mercado, com compradores mais cautelosos e avanço lento nos negócios físicos.

O mercado segue com ritmo moderado de comercialização. A oferta começa a crescer, mas ainda sem pressão plena de colheita, o que mantém certa sustentação nos preços internos. Ao mesmo tempo, muitos produtores seguem retraídos, avaliando melhor os movimentos das bolsas e do câmbio antes de fechar novos negócios.

O dólar também segue no radar, já que oscilações da moeda impactam diretamente a competitividade do café brasileiro no mercado internacional.

O balanço do dia mostra um mercado que tenta encontrar equilíbrio. De um lado, suporte técnico e estoques menores. Do outro, a safra brasileira avançando e limitando altas mais fortes.

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