Já não bastasse a crise mercadológica enfrentada nos últimos anos, agora os produtores de mamão do Norte capixaba estão com outro problema. As doenças da meleira e do mosaico estão infestando lavouras e causando dor de cabeça para agricultores e lideranças do setor.
O vírus que ocasiona as doenças é transmitido por um inseto, conhecido como pulgão. O monitoramento das plantas infectadas com a doença deve ser feita pelo próprio produtor, que deve, obrigatoriamente, cortar a planta doente para evitar a propagação do vírus. “Existe uma lei que obriga o produtor rural a fazer o corte compulsório da planta doente. Porém, houve um relaxamento por parte dos produtores em controlar a doença”, diz o diretor técnico da Associação Brasileira dos Exportadores de Papaya (Brapex), José Roberto Macedo Fontes.
Para Fontes, a falta de fiscalização no campo também favorece a falta de ação dos produtores em eliminar as plantas doentes. “Tivemos um problema sério com as doenças na região do Farias, em Linhares, e agora os municípios de Sooretama e São Mateus estão passando por uma situação delicada”, afirma o agrônomo.
Com a doença, a queda na produção da fruta pode ser de 15% a 70% em uma plantação. Caso não ocorra uma ação efetiva e a doença se espalhe, a cultura pode até mesmo ficar inviabilizada na região. “Se todos fizerem o corte da planta doente, evita que o inseto leve o vírus”, diz Fontes.
Para tratar sobre o assunto e definir as ações que serão realizadas, a Brapex realizará uma reunião nesta sexta-feira (27) em sua sede, localizada em Linhares.
Redação Campo Vivo

