Autoridades da Grã-Bretanha anunciaram nesta segunda-feira (02/08) a investigação de uma denúncia de que o leite vindo de descendentes de uma vaca clonada estaria à venda para consumo humano. Um jornal local teria obtido a informação de um pecuarista, que manteve o anonimato. Segundo a publicação, o criador preferiu não revelar o nome por temer que a população pare de comprar seu leite ao ter conhecimento da procedência.
De acordo com a Food Standards Agency (FSA), ou Agência de Padrões de Alimentos, os clones originam “novos alimentos”, que precisam ser avaliados antes de serem comercializados. “A agência não recebeu nenhuma solicitação relacionada ao leite, e nenhuma autorização de venda foi emitida”, afirma uma porta-voz da FSA.
A Dairy UK, entidade que representa a indústria leiteira local, defende que não há perigo na iniciativa. “Leite e carne que venham de filhotes de um clone não apresentam qualquer risco à saúde”, diz em nota. “A European Food Safety Authority [Autoridade de Segurança Alimentar Europeia] já concluiu que não há diferença entre carne e leite vindos de descendentes de animais clonados e os originados de animais convencionais”, completa.
Entretanto, o DairyCo, órgão que representa os pecuaristas de leite britânicos, diz estar confiante de que nenhum volume de leite proveniente de gerações de clones entrou na cadeia alimentar humana. Segundo a entidade, o produtor em questão negou que tenha vendido leite de vaca clonada. Ele estaria apenas utilizando os descendentes do clone para criar embriões para exportação.
Globo Rural Online

