Os preços do café arábica no Brasil, maior produtor mundial da commodity, permanecerão firmes, próximos aos níveis mais elevados dos últimos cinco anos, devido à demanda aquecida superar a oferta, apontou o Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo Cepea/Esalq USP.
A crescente demanda global superará a produção neste ano, devendo absorver o aumento na oferta que ocorrerá com a entrada da grande safra brasileira no mercado, anotou Fernanda. Os futuros do café arábica, em Nova York, caíram, ontem, ao seu menor nível em mais de uma semana devido à preocupação com o fato de que o ingresso do café brasileiro impulsione as vendas.
“A oferta de café de boa qualidade é muito pequena, então os preços devem permanecer firmes mesmo após a entrada de grandes volumes no mercado em agosto”, disse, ontem, Fernanda Geraldini, em entrevista por telefone a partir de Piracicaba (SP), Brasil.
No dia 18 de junho, o adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) no Brasil divulgou que a produção brasileira, neste ano, crescerá 23%, para um recorde de 55,3 milhões de sacas, em função do ciclo de alta dentro da bienalidade.
Bloomberg

