O presidente da Comissão de Agricultura e da Frente Parlamentar Estadual de Reformulação da Legislação Florestal/Ambiental da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, deputado Atayde Armani, defende o parecer sobre a matéria de reforma do Código Florestal (PL 1876/99), do relator do projeto deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
A apresentação do documento aconteceu nesta semana, mas o substitutivo de Aldo Rebelo ao PL ainda não foi votado, pois os deputados estão negociando acordo para voltar a debater a matéria na próxima quarta-feira, 16 de junho. Contudo, a tendência é de que na semana que vem haja pedidos de vista do relatório, o que adiará mais uma vez a discussão e a votação do parecer.
“É preciso cautela na votação da proposta de mudança do Código Florestal. A agricultura e o meio ambiente devem caminhar juntos, mas defendo o parecer do relator da matéria. A legislação ambiental e florestal tornou-se um pesadelo para milhões de agricultores e o pequeno agricultor é o mais vulnerável e penalizado”, defende o deputado Atayde Armani.
Para o parlamentar, mudar o Código Florestal é uma necessidade objetiva de atualização e adequação as novas regras de produção no Brasil e no mundo. Atayde destaca que 33% da economia brasileira é baseada na agricultura. No Espírito Santo a agricultura é hoje a terceira atividade econômica do Estado, sua produção movimenta uma receita anual de R$ 1,4 bilhão.
Atayde cita ainda uma fala da senadora Kátia Abreu em entrevista a Revista Veja: “É muito forte e igualmente errada a noção de que fazendeiro vive de destruir a natureza e escravizar trabalhadores”.
Para Atayde o objetivo central do relatório final do deputado federal Aldo Rebelo sobre novo Código Florestal é: deixar o agricultor trabalhar em paz e em harmonia com o meio ambiente.
Redação Campo Vivo (com informações de Simone Sandre)

