Na qualidade de maior produtor de café do mundo, o Brasil tem seus estoques menores historicamente e o produtor precisa de cautela para passar pela crise fiscal-financeira da Europa. Para os brasileiros, já está disponível R$ 522 milhões do Fundo de Despesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e produtores já começam a fazer contratos com os bancos.
Lúcio Dias, superintendente comercial da Cooxupé, explica que dos R$ 5 milhões que o Governo deve liberar para o fundo exclusivo da cafeicultura, esse é o primeiro montante liberado, possuem mais R$ 1.700 milhão em conta corrente para dar suporte na safra e aguardam ainda mais R$ 1.200 milhão para ser liberado o quanto antes ao produtor.
Infelizmente, a urgência desse recurso do Governo se faz necessária para dar suporte à comercialização do café hoje em dia e é o que faz o cafeicultor não desistir dessa sua atividade secular. “Creio que com um bom programa de financiamento e estocagem, nós vamos conseguir alongar a venda da safra e ter um ano comercial bastante razoável para que a gente consiga perpetuar nossa atividade. Vamos trabalhar muito para não jogar essa safra fora”.
Revista Cafeicultura

