Construir um pequeno secador artesanal e arranjar espaço para guardar o próprio grão é uma excelente opção de investimentos para os agricultores familiares de milho. Com um gasto inicial baixo, com a construção dos equipamentos, que podem ser feito pelo próprio produtor ou por vizinhos, o agricultor terá uma grande recompensa financeira porque vai deixar de gastar com transporte ou frete para levar o milho até o secador industrial, vai economizar com mão-de-obra e não terá que pagar pela secagem dos grãos, que será feita dentro da própria fazenda.
O principal benefício é a qualidade. O produtor tem um produto que é dele, que ele colhe, dá uma secada e guarda com qualidade e custo baixíssimo. Este sistema agrega valor em torno de 10% a 15% do produto na venda para terceiros. Então é uma excelente alternativa para os agricultores familiares para ter qualidade de produto a baixo custo — explica o engenheiro agrônomo Vanderlei Luiz Laude, extensionista da Emater/RS.
O pequeno secador é construído de forma simples, com materiais baratos, usa energia solar e tem capacidade de secagem de 50 a 500 sacos de milho, que é seco a 13% de umidade. Depois ele é limpo, para deixar os grãos inteiros, e guardado em silos de alvenaria, que são construções cilíndricas de tijolos, para esfriarem. Os grãos não necessitam de muitos cuidados, apenas um local fresco e o controle básico de pragas, e podem ficar até três anos armazenados na propriedade.
Até o mês de outubro e novembro eles ficam conservados sem precisar fazer nenhum tratamento contra pragas. A partir de novembro, o tempo começa a esquentar e, algumas vezes, é preciso fazer um expurgo, mas o milho pode ficar dois ou três anos armazenado tranquilamente, desde que as pragas sejam controladas — ensina o extensionista.
Emater/RS-Ascar

