Entenda a nova norma de classificação de café

por admin_ideale

Nesta terça-feira (23), diversas organizações que representam os setores de produção, beneficiamento e comercialização do café no Espírito Santo assinaram o Termo de Cooperação Técnica para a implantação do Programa de Qualidade do Café (PQC).


O programa foi criado pela Abic para ampliar, continuamente, o consumo do café no Brasil, através da oferta de cafés diversificados e garantindo boas práticas nos processos de fabricação. A classificação no PQC é obtida através de auditorias nas instalações, que consiste na avaliação de itens como infraestrutura, processos de compra, armazenamento e blendagem, e análises químicas e de degustação.


Escala de qualidade


O novo ‘símbolo’ estampado na embalagem do café terá as seguintes definições: Tradicional, Superior e Gourmet.

Para definição de cada produto, a bebida será preliminarmente avaliada por provadores especializados que dão nota de qualidade, de zero a dez, para cada café, respeitando as escalas:


De 0 a 4,5 – Não Recomendável;


De 4,5 a 5,9 –Tradicional, do dia a dia, qualidade recomendável, custo acessível;


De 6,0 a 7,2 – Superior, qualidade boa, maior valor agregado, sabor mais acentuado;


De 7,3 a 10 – Gourmet – alta qualidade, excelente e exclusivo, sabor refinado, aroma intenso e envolvente, mais valor agregado.


 


O diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, falou sobre a classificação do café. “São três níveis de qualidade de café definidos em uma escala de valores de zero a dez, feita por provadores classificados e treinados para atribuir a nota ao produto. Dentre os aspectos analisados estão: sabor, aroma, corpo do café, gosto prolongado na boca, tudo o que o consumidor sente ao tomar o café que lhe agrada”, apontou.


O presidente do Sincafé, Egídio Malanquini, afirmou que os produtores não terão grande impacto financeiro. “A partir do momento que eles produzirem a partir dos padrões da Abic haverá um aumento no custo/benefício fantástico em decorrência do aumento do valor agregado à saca do café produzida”, explicou.


A análise química identifica sete características do produto: bebida (rio, dura ou mole), sabor (suave ou intenso), corpo (leve ou encorpado), aroma (suave ou intenso), tipo de café (arábica ou Conilon), moagem e torrefação. Dependendo do desempenho obtido nos testes, o café pode ser classificado em: não recomendável para o consumo, tradicional, superior e gourmet.


Para conhecer o símbolo de cada categoria e ver a lista completa das marcas certificadas pelo PQC acesse o site: www.abic.com.br


 


Redação Campo Vivo  (com informações de Eduardo Brinco)

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