Aconteceu, nesta terça-feira (23), no auditório da Findes, em Vitória, um café da manhã para divulgar o Programa de Qualidade do Café (PQC) no Espírito Santo. Na oportunidade, foi assinado um Termo de Cooperação Técnica.
O Termo foi assinado pelas indústrias e toda a cadeia produtiva do segmento de café do Estado, pela Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Sindicato da Indústria de Panificação do Estado (Sindipães), Sindicatos dos Restaurantes, Bares e Similares do Estado (Sindbares) e Sindicato de Hotéis e Meios de Hospedagens do Estado (Sindihotéis). Estiveram presentes representantes do governo estadual, da secretaria de agricultura, da Assembleia Legislativa, prefeitos da região de montanhas e produtores de cafés de qualidade.
O programa foi criado pela Abic em 2004 para ampliar continuamente o consumo do café, através da oferta de cafés diversificados e garantindo boas práticas nos processos de fabricação.
Uma das finalidades do PQC é informar a qualidade do café que está sendo vendido, além de permitir que o consumidor identifique o tipo de grão utilizado por cada marca, e com isso escolher o sabor que mais agrada. “Para as indústrias, é muito importante a participação neste programa porque as fábricas que atenderem suas especificações estarão automaticamente enquadradas nas novas resoluções estabelecidas pelo Mapa”, disse Egídio Malanquini.
A classificação no PQC é obtida através de auditorias nas instalações, que consiste na avaliação de itens como infraestrutura, processos de compra, armazenamento e blendagem, e análises químicas e de degustação.
A análise química identifica sete características do produto: bebida (rio, dura ou mole), sabor (suave ou intenso), corpo (leve ou encorpado), aroma (suave ou intenso), tipo de café (arábica ou conilon), moagem e torrefação. Dependendo do desempenho obtido nos testes, o café pode ser classificado em quatro categorias: não recomendável para o consumo, tradicional, superior e gourmet.
Café no Espírito Santo
O Brasil é o maior produtor de café do mundo e ocupa o segundo lugar no consumo da bebida, perdendo apenas para os Estados Unidos. Metade da produção nacional é destinada para a exportação. O Espírito Santo, com apenas 0,5% do território nacional, é o segundo colocado no ranking de cultivo do país – o primeiro é Minas Gerais. Os capixabas são líderes na produção da variedade do tipo conillon.
A cafeicultura é a principal atividade agrícola do Estado e está presente em todos os municípios, com exceção de Vitória. A atividade gera cerca de 400 mil postos de trabalho de forma direta e indireta, o que equivale a um terço da população ativa do Espírito Santo.
O cultivo de café ocupa uma área de 500 mil hectares, em 60 mil propriedades e representa 40% do PIB agrícola do Estado. Em
Thiago Lourenço

