Capixabas discutem propostas para fortalecer cafeicultura

por admin_ideale

Cafeicultores, autoridades, representantes da indústria, cooperativas, municípios e profissionais que atuam na cadeia produtiva do café participaram, nesta terça-feira (16), de uma audiência pública na Assembleia Legislativa para discutir propostas que contribuam com o fortalecimento do setor cafeeiro no Espírito Santo.


A atividade foi organizada pela Comissão de Agricultura e pela Frente Parlamentar em Defesa da Cafeicultura Capixaba a partir da situação vivida pelos pequenos agricultores de vários municípios, que reclamaram do preço mínimo praticado para comercialização da saca do café no País, alegando que o valor não cobre o valor gasto com a produção.


Durante a reunião, o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Manoel Bertone, informou que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) incluiu o café Conilon no programa de aquisições federais do Governo Federal. Porém, pequenos agricultores de vários municípios reclamaram do preço mínimo praticado no País, alegando que hoje não cobre o valor gasto com a produção.


O presidente da Cooperativa dos Cafeicultores de São Gabriel da Palha (Coabriel), Antônio Joaquim de Souza Neto, explicou que não é mais possível trabalhar o café em prejuízo e que o governo tem que valorizar a agropecuária brasileira. Sua fala foi seguida por presidentes de sindicatos agrícolas e rurais, vereadores e pequenos produtores, que pediram a não importação do café e o aumento do valor mínimo da saca, definido pelo Governo federal em R$ 156,57.


“Declaramos guerra contra a importação e o preço do café. Com isso conseguimos acalmar o mercado, mas muita coisa ainda precisa ser feita. Todo mundo sabe que esse valor mínimo não cobre as nossas despesas, ninguém hoje produz café por menos de R$ 180”, explicou o deputado Theodorico Ferraço (DEM), presidente da Frente Parlamentar.


 


A introdução do café conilon no programa de Aquisições do Governo Federal (AGF), que consiste na venda da produção ao governo com o objetivo de garantir preço mínimo aos produtores, também foi comentada por Ferraço. Ele se mostrou aliviado com o preço mínimo, mesmo que o valor esteja aquém do justo. “Já é uma garantia que nós temos de que a saca não vai baixar ainda mais”, disse.


 


 


Redação Campo Vivo

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