O ano do boi

por admin_ideale

 


Aumento do consumo interno e a possibilidade real de novos clientes no exterior embasam boas perspectivas para o mercado da carne no Brasil este ano, apesar de algumas dificuldades previsíveis dentro da dinâmica na produção. Segundo especialistas, atualmente os pecuaristas precisam desembolsar quantia razoável – cerca de R$ 960 por cabeça – para comprar animais para a engorda, o que fatalmente interfere na disposição em fazer a reposição do rebanho.


Porém, 2010 promete ser um ano de retomada do mercado, principalmente nas negociações externas. Tanto que a previsão é de reabertura de 16 das 50 plantas de frigoríficos fechadas no ano passado em função da crise mundial. De acordo com Lygia Pimentel, da Scot Consultoria, de Bebedouro (SP), se algumas indústrias retornarem o abate com 50% da capacidade haverá uma demanda de cerca de 3,5 milhões de cabeças.


O aumento do número de pessoas que comem carne bovina ou o aumento da quantidade ingerida pela população no Brasil e no mundo impulsionam o mercado. Segundo um relatório da FAO/ONU, divulgado na semana passada, até 2050 a demanda mundial exigirá 463 milhões de toneladas de carne por ano. Atualmente, a produção é de 228 milhões de toneladas.


Lygia Pimentel afirma que a recuperação da economia em nível mundial favorece o setor e reforça a expectativa da abertura de novos compradores. ”No Brasil, a previsão de aumento do PIB em 5% vai gerar aumento de renda”, afirma a consultora. Segundo ela, o incremento de 10% na renda da família resulta em 5% do aumento do consumo de carne.


Novos consumidores do produto brasileiro estão principalmente na Rússia, China e África do Sul. A carne bovina não está entre as preferências dos chineses, mas a dimensão continental do país aumenta a possibilidade de vendas. A África do Sul, onde o consumo é de 14 quilos per capita, é outra grande compradora potencial.


Para a Rússia pode ser destinada uma quantia maior do que a que vem sendo comercializada nos últimos anos. Segundo Lygia, a Argentina, um dos principais competidores do Brasil vai suspender a venda no exterior para estabilizar o mercado interno. ”Esperamos que a Rússia busque o Brasil para suprir a sua demanda”, diz. De acordo com a consultora, em 2009, a Argentina exportou para a Rússia 560 mil toneladas.


Diante do cenário, a previsão é a de que o Brasil exporte cerca de 30% a mais que as 1,8 milhão de toneladas vendidas no ano passado. Em 2008 foram comercializadas 2,1 milão de toneladas no exterior.


 


Folha de Londrina

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar