A estiagem, no extremo sul da Bahia, preocupa. Há pouco pasto para o gado e os córregos estão secando.
O criador Roberto Vagner Santos participa do Balde Cheio, um programa de incentivo à produção de leite. Mas agora na fazenda os vasilhames estão vazios. O volume de chuva registrado nessa época do ano diminuiu muito em relação ao ano passado. Com a estiagem o pasto está seco.
Antes o seu Roberto tinha 20 vacas em lactação, que produziam cerca de 200 litros de leite por dia. Hoje, ele conta com apenas cinco animais e a produção diária caiu para 40 litros. Na tentativa de conter a onda de prejuízos, o produtor foi em busca de uma linha de crédito.
“Eu tive de recorrer a um banco para fazer um empréstimo a longo prazo para poder suprir a necessidade da propriedade”, falou seu Roberto.
“Como o gado se alimenta exclusivamente de pastagem, não deixa de vir prejuízos tanto na produção leiteira quanto na produção de corte. O gado deixa de se alimentar bem, o que reflete diretamente na produção de leite”, explicou Geovane Oliozi, presidente do sindicato rural.
Há cerca de 40 dias não chove forte na região. Por causa disso, a maioria das represas e nascentes está quase seca. Em uma delas o nível da água chegava a dois metros.
Uma roda era responsável por jogar a água para toda a fazenda. Mas desde antes do verão ela está parada. Há outro córrego que também está sofrendo com a estiagem. Quando o nível da água está normal, as pedras não aparecem.
Globo Rural

