O presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), João Lopes Araújo, estima que a produção do grão deve continuar crescendo no Estado Outras culturas, como cana-de-açúcar, ocupam área em São Paulo e no Paraná e “a tendência é o café migrar para a Bahia”, diz. A produtividade local supera 30 sacas de 60 kg de café por hectare, para um custo de produção entre R$ 250/R$ 280 a saca, dependendo da tecnologia adotada. A produtividade média nacional é de cerca de 20 sacas/hectare.
No oeste baiano, a produção é de café natural, com secagem em terreiros, “que é menos onerosa”. Atualmente, a Bahia responde por 5% da produção, atrás de Minas (50%), Espírito Santo (26%) e São Paulo (8%). Nesta safra, a Bahia produziu cerca de 1,8 milhão de sacas, das quais um terço no oeste do Estado. Outro terço foi colhido no sul, onde se cultiva o conillon (robusta). A expectativa para 2010 é de safra cheia no Estado, que pode alcançar até 2,4 milhões de sacas.
No sul baiano, a cafeicultura é desenvolvida graças à “influencia dos produtores capixabas”, informa o coordenador Ramiro Neto Souza do Amaral. O café é consorciado com outras culturas, como frutas. A cafeicultura também divide espaço com as grandes florestas produtoras de madeira e celulose.
“O maior potencial do robusta no Brasil está na Bahia, por causa do solo fértil”, garante Souza do Amaral. “Além disso, temos a infraestrutura que Rondônia (outro importante Estado produtor) não tem”, acrescenta. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na região sul da Bahia, 40% das lavouras são conduzidas com alto padrão tecnológico, 30% com médio e 30% com baixo padrão. A área de produção de robusta no sul baiano está estimada em cerca de 25 mil hectares, para uma produção de 500 mil a 600 mil sacas.
Agência Estado

