Um projeto voluntário que visa a solidariedade para com as famílias carentes e o cultivo de espécies vegetais que possibilitem melhoria de qualidade de vida das pessoas, seja através de questão nutricional ou promovendo excedente para comercialização, foi criado em São Mateus, município localizado no Norte do Espírito Santo. É o Programa “Todos podem plantar”, criado pela prefeitura do município, por meio das Secretarias de Educação e Agricultura.
Produtos como aipim, inhame, cenoura, tomate, cebolinha, salsa, abóbora, entre outros, estão sendo incentivados pelas secretarias a serem plantados nas escolas, pelas crianças, e nas casas das famílias dos alunos. Atualmente, o programa conta com 40 famílias carentes envolvidas e 18 escolas participando.
A Secretaria de Educação, através de reuniões organizadas para a comunidade, incentiva a população destacando a importância de ter alimentos plantados em casa, e no fornecimento de equipamentos. Já a pasta de Agricultura, coordenada pelo secretário Eliseu Bonomo, participa com orientação técnica para formação de hortas e distribuição de mudas frutíferas.
Segundo a coordenadora pedagógica, Léia Márcia Amorim de Freitas, a meta, até o final de 2009, é ter 80% das escolas com espaço para plantio. “Queremos alimentar essa ideia coletiva para que a comunidade troque experiências, conhecimento, partilhe o momento. A plantação é uma sobrevivência para eles, além de ser um resgate para as pessoas do interior estarem cultivando produtos agrícolas”, diz.
As famílias e os alunos estão animados. Eles mesmos se arriscam, plantando e cuidando dos alimentos. “A expectativa é de que todas as famílias ingressem no programa, toquem mudas e a utilizem no dia-a-dia”, afirma Léia.
O secretário da educação, André Orlandi Nardoto, diz que a dificuldade que os alunos tinham para receber a merenda em dias de chuva, que as estradas ficam com difícil acesso, foi o que despertou a necessidade da criação do projeto. “Os pais não tinham condições de dar alimentos aos filhos, algumas famílias passam fome, e aceitavam que as crianças saíssem da escola na hora do intervalo. A comunidade tinha a terra, mas não plantava. Aí passamos a incentivar o plantio de alguns alimentos. Queremos que as crianças tenham contato com a terra, aproveitem o solo e levem a experiência para os pais. Que isso vire uma cultura na cidade”, destaca.
O projeto “Todos podem plantar” foi implantado no início deste ano nas escolas e casas das famílias dos alunos, mas a ideia é que seja intensificado em toda comunidade, com o cultivo dos produtos agrícolas em uma área de
Revista Campo Vivo
matéria publicada na edição 03

