Embarques de café do Brasil caem 13,7% em volume em novembro

por admin_ideale

 


As exportações brasileiras de café em novembro alcançaram um total de 2.539.127 de sacas, para uma receita de US$ 382 milhões. Comparando-se com novembro de 2008, o volume de sacas vendidas foi 13,7% menor. Mas no acumulado do ano, o País exportou 27.715.817 sacas, crescimento de 6% em relação às 26. 251.879 de sacas comercializadas entre janeiro e novembro de 2008. Os dados foram divulgados ontem pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

“O volume de vendas ligeiramente menor reflete a produção mais reduzida na corrente”, afirma Guilherme Braga, diretor-geral do Cecafe.

Conforme o balanço do mês, no acumulado de janeiro a novembro, o café tipo arábica foi o responsável por 87% das vendas, seguido do solúvel, com 9%, e do robusta, com 4%. Os principais mercados compradores do produto brasileiro nesse mesmo período foram Europa (com 56%), América do Norte (com 22%), Ásia (com 17%) e América do Sul (com 4%).

O balanço do Cecafé aponta que, de janeiro a novembro, os principais portos de embarque do produto continuam sendo Santos, com uma participação de 73,2% do total embarcado; Vitória, com 14,7% dos embarques; e Rio de Janeiro, com 9,1%. Os principais países compradores do nosso café no acumulado do ano foram a Alemanha (5,5 milhões de sacas), Estados Unidos (5,3 milhões de sacas), Itália (2,3 milhões de sacas), Japão (2 milhão de sacas) e Bélgica (1,9 milhão de sacas). No acumulado de 12 meses, o Brasil vendeu 31.341.855 sacas de café, para uma receita de US$ 4,4 bilhões.

Cotações

O último boletim divulgado pelo Escritório Carvalhaes destaca que depois de fechar em alta nos quatro primeiros dias da semana, os contratos de café na ICE Futures US em Nova York, terminaram a semana trabalhando em forte baixa, pressionados por vendas de posições de fundos diante da valorização do dólar frente a outras moedas.

O comportamento das cotações nas bolsas de futuro deixa claro que nesses mercados os operadores olham apenas interesses de curtíssimo prazo, ignorando os fundamentos em suas análises.

“Apesar do crescimento nominal da receita cambial brasileira com exportação de café, nossa fatia no faturamento global dos negócios de café cai ano após ano”, avalia. Segundo pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as comercializações têm envolvido principalmente grãos mais finos, destinados para exportações.


 


DCI – Diário do Comércio & Indústria

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