Neste sábado (05), acontece, a partir das 18 horas, no Clube Recreativo de Venda Nova do Imigrante, a cerimônia de encerramento do 9º Prêmio Qualidade Real Café, Café Cafuso e UCC Ueshima Coffe Co. para os cafés da montanha do Espírito Santo, coordenado pela Cooperativa dos Cafeicultores das Montanhas do Estado (Pronova).
Este ano, o concurso vem com uma nova concepção de premiação. Além da premiação estadual, que vai destinar R$ 20 mil para o primeiro lugar, R$ 15 mil para o segundo, e R$ 10 mil para o terceiro lugar, haverá também a premiação municipal. Mas, para participar dessa premiação, o concurso determinou no mínimo dez amostras inscritas por município. Nesta etapa, o primeiro colocado vai ganhar R$ 5 mil, o segundo, R$ 2 mil, e, para o terceiro colocado, o prêmio será de R$ 1 mil. Além disso, todos receberão um ágio sobre o preço de venda do café e ainda um certificado de qualidade.
A 9º edição do Prêmio Cafuso/UCC das Montanhas do Espírito Santo vai premiar com R$ 400 mil os cafés de qualidade, desde que cultivados com sustentabilidade. O objetivo do Prêmio é incentivar os produtores na busca constante da melhoria da qualidade como meio mais eficaz de conquistar novos mercados e atender a crescente demanda por produtos diferenciados.
A coordenadora de certificação do Concurso, Jackeline Uliana, diz que as regras e os critérios utilizados para avaliar os vencedores do Prêmio Cafuso/UCC das Montanhas do Espírito Santo estimulam o desenvolvimento de uma cafeicultura dentro de normas que respeitam aspectos ambientais e sociais. “É uma forma de respeitar tanto o meio-ambiente quanto quem está envolvido no processo, isto é, a mão-de-obra, que na maioria das vezes é formada pela família proprietária”.
O diretor-superintendente das Empresas Tristão, Marcelo Netto, afirma que o Prêmio é um dos principais responsáveis para a mudança de conceito do mercado japonês quanto ao café capixaba. “O Prêmio tem se mostrado extremamente eficiente na divulgação e solidificação do Estado como produtor de altíssima qualidade. Ele abriu a porta do mundo dos cafés especiais para o produtor capixaba. Basta dizer que há dez anos não havia um único comprador reconhecidamente de qualidade que viesse às montanhas do Estado. Hoje, a região é uma rota obrigatória. Não existe um comprador que não inclua nas suas viagens ao Brasil uma visita aos municípios produtores de cafés especiais”.
Redação Campo Vivo (com informações de Lorena Fraga)

