Pela primeira vez nos últimos oito anos, a cebola produzida no Estado, em especial no município de Santa Maria de Jetibá, atingiu aproximadamente 53% do total comercializado na Centrais de Abastecimento do Espirito Santo (Ceasa/ES). De outubro até os primeiros 23 dias deste mês, já foram ofertados quase mil toneladas do bulbo.
Além disso, os resultados obtidos superam os do mesmo intervalo de 2008 em 170%, em média. De acordo com os registros históricos, de 2002 a 2009, a oferta do produto nunca havia alcançado tal volume.
Segundo o setor de Estatística da Ceasa-ES, essa época é considerada período de safra em Santa Maria de Jetibá, que foi responsável por 49% do total ofertado no Entreposto Central, em Cariacica.
Os municípios de Afonso Cláudio, Domingos Martins, Itarana e Santa Teresa também contribuíram para o bom desempenho da safra. E a expectativa dos produtores capixabas é aumentar ainda mais a produção para 2010.
Preço
Mesmo com a participação representativa do Estado na oferta desse ano, o valor da cebola registrou aumento de 101,20% em relação ao mesmo período de 2008 na Ceasa/ES. O preço médio da hortaliça, nesses quase dois meses, foi de R$ 1,61 o quilo. Nesta segunda-feira (23), a caixa do produto com 20 quilos foi cotada a R$ 38,00.
Segundo o setor de Estatística da Ceasa, essa oscilação se deve à baixa oferta da cebola que é importada de outros estados, em especial o Sul do País, onde houve um atraso no calendário de colheita devido às chuvas que ocorreram entre agosto e setembro. As informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Por causa da baixa oferta no Entreposto, o produtor capixaba está comercializando o seu produto a um preço mais compatível com os custos de produção. A previsão do Calendário de Comercialização Agrícola, é que em janeiro, quando o volume ofertado aumenta, o preço tende a diminuir.
Para obter mais informações sobre o período de maior oferta da cebola no entreposto da Ceasa-ES, acesse o site www.ceasa.es.gov.br e clique em “Calendário de Comercialização”.
Rosita Ribeiro

