As exportações brasileiras totais de café no acumulado da temporada 2008/09, de julho de 2008 a março de 2009, chegam a 23,826 milhões de sacas de 60 quilos, apresentando incremento de 12,98% sobre igual período da temporada 2007/08, quando os embarques foram de 21,089 milhões de sacas. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A receita no acumulado das exportações de julho a março (2008/09) chega a US$3,609 bilhões, tendo incremento no valor de 16,64% no comparativo com o mesmo período de 2007/08 (US$3,094 bilhões).
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, a projeção inicial aponta para exportações de 28,5 milhões de sacas na temporada fechada 2008/09 (25 milhões de café verde e 3,3 milhões de solúvel). Assim, restariam a ser embarcadas ao longo dos próximos três meses algo como 4,67 milhões de sacas, o que corresponde a embarques mensais da ordem de 1,56 milhão de sacas, entre café verde e solúvel. Contudo, o fluxo de embarques pode desmentir tal projeção. Se nos próximos três meses, por exemplo, o país repetir o volume embarcado em março, as exportações brasileiras alcançariam 31,3 milhões de sacas, ou seja, bem acima da projeção inicial. O mais provável, no entanto, é que o volume embarcado sofra algum arrefecimento nos próximos meses, ficando abaixo da performance de março, com volume total embarcado devendo girar entre 29 a 30 milhões de sacas, analisa Barabach.
Em março de 2009, os embarques totais foram de 2,546 milhões de sacas, com incremento de 13,36% sobre março de 2008 (2,246 milhões de sacas). A receita total em março foi de US$ 336,6 milhões, com queda de 9,17% sobre março de 2008 (US$370,6 milhões).
De acordo com o analista de SAFRAS, os embarques brasileiros já refletem a maior procura pelo produto nacional, como alternativa ao café da América Central e Colômbia. Mas como pode ser percebido pelos diferenciais de venda, o país não conseguiu agregar valor à venda de seu café, haja vista que a base de venda externa não se fortaleceu nem um pouco com essa procura adicional.
Barabach observa que não há um aumento expressivo na procura pelo “lavado brasileiro” (cereja descascado), com compradores diversificando suas compras entre as qualidades e origens nacionais, o que talvez ajude a explicar o pequeno impacto sobre os preços internos. A grande safra brasileira, a dificuldade com venda de café novo e, por fim, a falta de reação do mercado internacional, torna o produtor menos resistente, havendo uma aproximação com o vendedor, o que facilita os negócios.
O Brasil apresentou exportações totais de 7,320 milhões de sacas de 60 quilos de café no acumulado de janeiro / março de 2009, tendo uma elevação de 9,41% no volume no comparativo com 2008, quando o país embarcou 6,690 milhões de sacas no período entre janeiro a março. A receita com os embarques no acumulado de 2008 até março no Brasil totalizou US$ 986,6 milhões, apresentando queda de 7,37% na comparação com igual período de 2008 (US$1,065 bilhão).
Agência Safras

