Ativistas do Greenpeace estão cercados por madeireiros e moradores de Castelo dos Sonhos, no município de Altamira (PA), desde a tarde de terça-feira (16). Eles estão em uma base temporária do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Segundo o Greenpeace, o local foi cercado por aproximadamente 300 pessoas lideradas por madeireiros. Os ativistas estão protegidos por policiais civis e militares e soldados do exército, além de agentes do Ibama.
O grupo de madeireiros que cercou a base tenta impedir que os ativistas transportem uma tora de castanheira, que seria levada para a exposição “Aquecimento global: apague essa idéia”, organizada pelo Greenpeace, programada para acontecer nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
De acordo com o Greenpeace, a árvore queimada ilegalmente em terras públicas no Oeste do Pará simboliza a rápida destruição da Amazônia.
Os ambientalistas afirmam que tinham autorização do Ibama para retirar e transportar a árvore, mas na manhã desta quarta-feira (17), uma decisão do Ibama de Brasília suspendeu essa autorização.
Segundo a assessoria de imprensa do instituto, o motivo é evitar um conflito entre os ativistas e os madeireiros da região.
G1

