Casca do café é usada como adubo

por admin_ideale

 


Cafeicultores conseguem reduzir os gastos com adubo químico – o insumo que mais vem pesando no custo de produção de várias culturas – utilizando no solo a casca do café, resíduo rico em nutrientes como nitrogênio e potássio. Nas fazendas do grupo Ipanema Coffees, em Alfenas (MG), por exemplo, as cerca de 120 mil toneladas de café produzidas geram 10 mil toneladas de palha de café (seca e molhada) por ano.

Conforme o diretor de Mercado Externo do grupo, Edgard Bressani, tudo é aproveitado. Os 60% de casca molhada viram adubo nas lavouras de café. “O material, rico em potássio, aduba as áreas novas, que ainda não estão produzindo, e também os cafezais recém-podados”, explica.

Dependendo da necessidade do solo, afirma, só as cascas dão conta da adubação necessária. O aproveitamento da casca gera economia de 10% nos custos com fertilizante. “Economizamos R$ 500 mil no ano passado.”

O restante, 4 mil toneladas de palha seca (o pergaminho, que sobra do café secado com casca), era vendido para um projeto de bioenergia. Mas esse material também vai começar a ser aproveitado na própria fazenda. “O poder calorífico dessa palha é de 4.200 quilos/caloria por quilo. Já o da lenha do eucalipto, que usamos hoje, é de 4.500 quilos/caloria. É muito próximo”, diz.

“Estamos adaptando as caldeiras e as fornalhas e na safra que vem já vamos começar a usar essa palha como energia.” Dos 4.200 metros cúbicos de lenha que o grupo gasta por ano, Bressani acredita que economizará mil metros cúbicos com a palha seca.

ANÁLISE DE SOLO E DE ÁGUA

O agrônomo Marcelo de Freitas Ribeiro, pesquisador da Epamig, concorda que a casca do café seja excelente alternativa para reduzir gastos com adubo. Mas, antes, é preciso fazer uma análise de solo e também da água residuária, no caso da casca molhada, para aplicar a quantidade correta. “O processo é semelhante ao de uma aplicação de adubo comum e deve ser feito com critério”, diz Ribeiro.

Segundo ele, além do uso como adubo, a casca do café é tão rica em nutrientes que já existem pesquisas para aproveitamento na alimentação animal e na produção de álcool. “Já há fazendas que recirculam várias vezes a água do despolpamento, para economizar. Com isso, o brix (teor de sacarose) da água vai aumentando. Mas ainda são pesquisas.”


 


O Estado de São Paulo

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