Agronegócio brasileiro está engessado, diz Stephanes

por admin_ideale

 


O Ministério da Agricultura está concluindo um estudo que aponta um engessamento do agronegócio brasileiro. Segundo o ministro Reinhold Stephanes, cerca de 70% da área do território brasileiro não pode ser cultivada por algum motivo legal, seja por reservas florestais, indígenas ou legislações que impedem o plantio comercial. “Muito se fala sobre o fim da Amazônia, mas tenho medo da extinção da área agricultável do Brasil”, disse o ministro.

Segundo Stephanes, o estudo mostra quais são as implicações da legislação sobre o agronegócio. O ministro disse que algumas áreas aproveitadas atualmente já estão irregulares de alguma forma, pois não atendem o que é cobrado pelas legislações. “O café de Minas Gerais, a uva do Rio Grande do Sul e algumas frutas de Santa Catarina não poderiam ser cultivadas onde estão hoje se a lei fosse cumprida integralmente. As culturas estão em áreas com declive, onde teoricamente não poderiam ser usadas para o plantio”, disse o ministro.

Sobre os fertilizantes, o ministro voltou a ressaltar a necessidade de mudanças diante do forte aumento de custos de produção e seus reflexos nos preços dos alimentos e informou que alguns avanços já foram obtidos. De acordo com Stephanes, a Petrobras pode construir duas unidades de produção de fertilizantes nitrogenados, sendo uma em Mato Grosso e uma outra da região Sudeste. “Queremos ser menos vulneráveis em fósforo e também de potássio. Hoje importamos 91% do potássio que usamos, mas temos boas perspectivas com jazidas de Sergipe e algumas ocorrências no recôncavo baiano”, disse o ministro.

Sobre preços dos alimentos, o presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Carlo Lovatelli, defendeu a isenção de tributos sobre os alimentos no País. Para ele, a eliminação de tributos dos alimentos poderia ser implantada sem prejuízos à arrecadação, caso o projeto de reforma tributária apresentado ao Congresso fosse adiante. “A medida beneficiaria, sobretudo, a população de baixa renda, que compromete a maior parte de seus vencimentos para colocar comida na mesa”, disse Lovatelli.


 


Agência Estado

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Sign up with email

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar