Incaper identifica concentração de áreas irrigadas no Estado

por admin_ideale

 


O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), acaba de identificar as áreas com concentração de irrigação no Espírito Santo. A pesquisa foi concluída depois de um levantamento realizado pelos técnicos do órgão, com base na experiência diagnosticada em cada município.


O estudo teve como objetivos verificar os locais com maior possibilidade de haver conflitos pela água devido ao uso para irrigação. Com isso, será possível direcionar as ações do Incaper, de conservação e preservação, nas áreas de maior concentração, além de servir como suporte para o processo de autorização do uso da água (outorga), que deverá ser priorizada nas áreas de maior risco de conflito.


Resultados


A área total com lavoura no Espírito Santo é de 800 mil hectares (ha), divididos entre 100 mil produtores. Dessa área, 190 mil hectares são irrigados, com 30 mil irrigantes, o que representa uma média de 6,3 ha/irrigante.


A Região Nordeste do Estado é a que reúne a maior área irrigada, respondendo por 114 mil há, com 12,5 mil irrigantes. A média registrada é de 9,1 ha/irrigante.


O Incaper identificou sete municípios com as maiores concentrações de áreas irrigadas: Pinheiros, Jaguaré, Linhares, São Mateus, Sooretama, Nova Venécia e Boa Esperança. Em alguns casos, como Boa Esperança e Pinheiros, as áreas irrigadas estão bem distribuídas pelo município, o que diminui a probabilidade de conflito. Em outros, como em Nova Venécia, São Mateus e Sooretama, há concentração em determinadas áreas.


Já a Região Serrana-Sul apresenta a menor área irrigada, com 2,9 mil há e 1,1 mil irrigantes. A média atinge 2,6 há/irrigante. Mesmo assim, existem áreas em que é possível verificar concentração de irrigantes.


Irrigação no Estado


Segundo o diretor-presidente do Incaper, Gilmar Dadalto, o Espírito Santo apresenta 73% de sua área com balanço hídrico negativo, 8% com déficit hídrico anual superior a 400mm e 60% entre 200mm a 400mm, o que evidencia a limitação de alternativas agrícolas dessas áreas nas condições naturais. “Por isso, a importância do uso da irrigação como saída para a garantia da produtividade e para a redução dos riscos climáticos”, explica.


Gilmar Dadalto destaca, ainda, que a irrigação é importante porque, “além de aumentar a produtividade e reduzir o grau de incertezas da produção agrícola, movimenta toda a cadeia produtiva rural (insumos, equipamentos, transporte, armazenagem e comercialização), gerando riquezas e emprego, além de contribuir para a permanência da família no meio rural”.


O Estado registrou um aumento de mais de 300% de área irrigada em relação ao inicio dos anos 90, superando em muito o incremento de área irrigada em nível de Brasil. Atualmente, 25% das lavouras são irrigadas e 30% das propriedades usam irrigação. Tal atividade é comprovada no ranking nacional: O Espírito Santo possui um dos maiores percentuais de área irrigada do país, com potencial de se chegar a 800 mil hectares irrigados.

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