A crescente demanda por insumos e os tributos fiscais prejudicam o desempenho da pecuária brasileira, alerta a Associação Brasileira das Indústrias de Suplementação Mineral (Abram). Segundo informações da entidade, há dois anos o fosfato natural, base do ácido fosfórico, que gera o fosfato bicálcico, principal matéria-prima do suplemento mineral para a pecuária, era comercializado a US$ 47 a tonelada no Marrocos, uma das principais regiões produtoras do mundo. Hoje, o insumo é comercializado a US$ 300 a tonelada.
Além disso, verifica-se aumento progressivo do preço de outros insumos essenciais. Segundo Fernando Cardoso Filho, presidente da Asbram, há tratamento desigual à agricultura e à pecuária em relação à cobrança de impostos. “A alíquota para importação de fosfato bicálcico, por exemplo, chega a 10% e a taxa para o ácido fosfórico é de 4%, para as indústrias de suplementação animal. Já as indústrias do mercado agrícola contam com isenção fiscal de alguns destes impostos, como o Pis/Cofins.
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