O diretor-executivo da Associação dos Proprietários Rurais (APR), Paulo Resende, lembra que as normas da rastreabilidade previstas no Sisbov serão obrigatórias somente para o gado destinado à União Européia. “É uma maneira de dar uma opção viável ao produtor e garantir uma remuneração adicional para cobrir os gastos com o rastreamento”, explicou ele.
Debatido de forma exaustiva entre frigoríficos e pecuaristas, o Sistema de Rastreamento de Bovinos (Sisbov) tem sido usado como argumento pela União Européia para retardar a retomada das importações da carne brasileira.
O bloco fechou suas portas ao produto nacional em outubro de 2005 por causa do ressurgimento da febre aftosa no Mato Grosso do Sul. E, mais recentemente, decidiu impor restrições aos estados que não estiverem com suas propriedades rurais adequadas às novas exigências do bloco. No caso de Mato Grosso, por exemplo, apenas três propriedades rurais atendem aos padrões exigidos pela UE e, por isso, estão habilitadas a exportar carne para aquele bloco.
Os veterinários europeus já comunicaram ao Ministério que, antes de reabilitar os frigoríficos à exportação, farão uma criteriosa avaliação sobre as condições das propriedades. As certificadoras vão vistoriar as fazendas a cada seis meses. Até 2009, porém, será mantido o prazo mínimo de 40 dias de permanência na base de dados antes do abate. A União Européia exige no mínimo 90 dias nas fazendas habilitadas e não admite a mistura com animais de outras propriedades.
Diário de Cuiabá

