Prazo para fazer o CAR pode ser prorrogado frente à baixa adesão

por admin_ideale

Embora nos últimos meses cresceu o número de produtores que fizeram o Cadastro Ambiental Rural (CAR), foram registradas apenas 9,98% dos imóveis cadastráveis do Estado, conforme dados apresentado este mês pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Só 30.146 dos 304.788 o fizeram. A Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) alerta os 12 mil canavieiros pernambucanos para o grande risco de deixar de fazer o CAR no prazo definido. Perde muitos benefícios quem não o fizer. O prazo acaba no dia 5 de maio.

Esta semana, no entanto, há uma esperança do prazo ser prorrogado até 2017. Nesta quinta-feira (14), em Brasília, a Comissão Mista da Medida Provisória 707 vota o relatório da referida MP. Nele, há uma emenda do deputado Carlos Heinze (PP/RS) onde  prorroga o CAR. A MP 707 é presidida pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB/PE) e a relatoria do deputado Marx Beltrão (PMDB/AL).   
 
Pela emenda do deputado Heinze, o prazo será prorrogado até o fim do próximo ano, podendo ser adiado depois por mais 12 meses. Proposta esta que foi acolhida pelo relator da Comissão da MP 707. A Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) parabeniza todos os políticos pela sensibilidade de inserir a questão do novo prazo do CAR na MP, já que milhares de produtores  serão prejudicados se o prazo do cadastramento não for prorrogado.
 
Todavia, a AFCP alerta a maioria dos 12 mil canavieiros do Estado, que ainda não fizeram o CAR, para fazê-lo rapidamente, preferencialmente até maio. "Mesmo que a emenda do deputado Heinze seja aprovada na comissão da MP 707, o texto ainda precisa ser votado nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado", frisa Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP. Portanto, o dirigente reforça que a única forma de evitar muitos prejuízos é fazer o CAR até o próximo mês.
 
Lima informa que não ter acesso a políticas públicas é um dos prejuízos, ficando excluído, por exemplo, de crédito rural, linhas de financiamento e do Plano de Recuperação Ambiental (PRA), dentre outros. Além disso, o produtor rural ainda perderá outros benefícios, haja vista que terá a sua propriedade classificado de forma inadequada, o que trará prejuízos ainda maiores.

 

 

Agrolink com informações de assessoria

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