Frango, boi e suíno no primeiro trimestre de 2016

por admin_ideale

Pois, em relação a um IPCA da ordem de 9,5% nos últimos 12 meses, o frango completa o primeiro trimestre do ano com uma valorização de 16,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Jamais, porém, em toda a história do setor, esse resultado foi tão ilusório como neste instante. Pois – sabem os produtores – o custo de produção corroeu todo esse aparente ganho, deixando brecha até agora difícil de preencher. No entanto, pior ainda para o suíno que, sujeito ao mesmo custo de produção, tem no semestre valor médio 7,2% menor que o de um ano atrás.

De toda forma, o atual quadro do frango só é [aparentemente] favorável se comparado ao de 2015. Porque, em relação a 2014 ele perde para a inflação. E em relação a 2013 continua com um preço médio negativo. Assim, considerada a inflação acumulada nesse período (em torno de 25,5%) e o índice negativo ora registrado pelo frango vivo (quase 3% a menos) conclui-se que sua defasagem de preço em relação a 2013 está muito próxima dos 30%.

O efeito da desvalorização enfrentada pode ser observado, principalmente, na paridade de preço com o boi. Três anos atrás, no primeiro trimestre, a remuneração obtida pelo frango vivo correspondia a 43% da remuneração obtida pelo boi (valor da arroba convertida em quilos). Em 2016 essa paridade recuou para 26,6%.

 

 

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