
A agricultura do Espírito Santo apresentou avanços importantes em 2025, segundo os dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apurado pela Gerência de Dados e Análises da Seag. Entre as culturas acompanhadas nos dois últimos anos, os principais crescimentos foram registrados em atividades de grande relevância econômica para o Estado.
Os dados são referentes a 49 produtos produzidos das lavouras capixabas. O maior destaque foi o café conilon, cuja produção passou de 657 mil toneladas em 2024 para 871,4 mil toneladas em 2025, crescimento de 32,6%.
A pimenta-do-reino também apresentou crescimento expressivo, passando de 73,5 mil para 83,5 mil toneladas, aumento de 13,6%. Entre outras culturas que registraram avanço estão tangerina e cacau, ambos com crescimento próximo de 7,5%, melancia, com 7,3%, e laranja, com 4,5%.
Outras atividades apresentaram relativa estabilidade em 2025. A banana passou de 426,4 mil para 427,5 mil toneladas, crescimento de 0,3%; a mandioca avançou de 127,8 mil para 128,1 mil toneladas, alta de 0,2%; a cana-de-açúcar cresceu 0,3%, alcançando 3,36 milhões de toneladas; o tomate apresentou aumento de 0,7%, chegando a 161 mil toneladas; e o milho em grão cresceu 1,4%, totalizando 59,6 mil toneladas.
O comportamento observado em 2025 reforça a diversidade da produção agrícola capixaba, com resultados positivos tanto em atividades tradicionais quanto em cadeias que vêm ampliando sua importância econômica e produtiva.
“O Espírito Santo possui uma agricultura muito diversificada, intensiva e adaptada às diferentes características das regiões produtoras. Esse desempenho mostra a capacidade do produtor capixaba de incorporar tecnologia, elevar produtividade e responder às oportunidades de mercado.
Nosso desafio é continuar fortalecendo essas cadeias, ampliando a competitividade, a agregação de valor e as condições para que a produção rural continue gerando renda e desenvolvimento no Estado”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
Espírito Santo mantém posições de destaque no Brasil
Além do desempenho observado entre 2024 e 2025, os dados da PAM confirmam a importância do Espírito Santo na produção nacional de algumas das principais culturas agrícolas do país no último ano.
• Pimenta-do-reino: 83,5 mil toneladas, 1º lugar nacional, com 61,5% da produção brasileira.
• Café conilon: 871,4 mil toneladas, 1º lugar nacional, com 69,5% da produção brasileira.
• Mamão: 385,9 mil toneladas, 1º lugar nacional, com 33,3% da produção brasileira.
• Café total (arábica + conilon): 1,07 milhão de toneladas, 2º lugar nacional, com 30,7% da produção brasileira.
• Café arábica: 198,9 mil toneladas, 3º lugar nacional, com 8,9% da produção brasileira.
• Cacau: 13,3 mil toneladas, 3º lugar nacional, com 4,2% da produção brasileira.
Novos produtos revelam outras fortalezas da agricultura capixaba
A partir de 2025, a PAM passou a acompanhar 12 novas culturas agrícolas: abóbora, acerola, alface, cenoura, chuchu, cupuaçu, graviola, inhame, milho verde, morango, pimentão e repolho. A ampliação permite identificar com maior precisão a posição do Espírito Santo em segmentos que já possuem relevância produtiva no Estado, especialmente na horticultura.
“A inclusão desses produtos amplia a nossa capacidade de enxergar a agricultura capixaba no contexto nacional. Os dados mostram que o Espírito Santo já ocupa posições de liderança em culturas que até então não apareciam de forma sistemática na PAM. Isso é particularmente importante para hortaliças e outros produtos intensivos, que possuem grande relevância econômica e social em várias regiões do Estado. Ainda sentimos a ausência do gengibre, que é uma cultura importante para o Espírito Santo e possui forte inserção no mercado externo, mas que não foi contemplada nesta ampliação da pesquisa”, destacou Danieltom Vandermas, gerente de Dados e Análises da Seag.
Os primeiros resultados dessa ampliação já colocam o Espírito Santo em posições de destaque no cenário nacional. Entre as novas culturas acompanhadas, o Estado aparece na liderança brasileira em dois produtos e entre os cinco maiores produtores do país em outros três, reforçando a importância da horticultura e de culturas intensivas na estrutura produtiva capixaba.
• Chuchu: 140,5 mil toneladas, 1º lugar nacional, com 31,3% da produção brasileira.
• Inhame: 89,3 mil toneladas, 1º lugar nacional, com 30,1% da produção brasileira.
• Repolho: 159,1 mil toneladas, 3º lugar nacional, com 13,1% da produção brasileira. À frente do Espírito Santo estão São Paulo e Paraná.
• Pimentão: 36,4 mil toneladas, 5º lugar nacional, com 9,5% da produção brasileira. À frente estão São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Paraná.
• Morango: 22,3 mil toneladas, 5º lugar nacional, com 7,5% da produção brasileira. À frente estão Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná.
A nova cobertura da PAM inclui ainda outros produtos relevantes para a agricultura capixaba. O Espírito Santo aparece em 7º lugar na produção de alface, 9º em abóbora, 9º em acerola, 9º em cenoura, 6º em cupuaçu, 7º em graviola e 13º em milho verde, ampliando o retrato da diversidade produtiva do Estado e permitindo uma leitura mais completa de sua posição no cenário nacional.
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