Na parcial do ano, envios de frutas frescas ao exterior são recorde

Ao final do 1º semestre, superávit passa dos US$ 170 milhões

por Portal Campo Vivo
Foto: Pexels

As exportações brasileiras de frutas ao longo do 1º semestre foram recordes tanto em receita (FOB) como em volume. Segundo dados do Comex Stat, de janeiro a junho os embarques internacionais movimentaram quase US$ 700 milhões (FOB), com mais de 600 mil toneladas de frutas frescas sendo destinadas ao mercado externo – a melhor marca dos seis primeiros meses do ano em toda a série histórica do Comex Stat, iniciada em 1997.

Parte deste cenário se deu frente ao forte avanço dos embarques de manga da região do Vale do São Francisco (BA/PE), que cresceu quase 40% frente ao ano passado, chegando a mais de 120 mil toneladas destinadas ao exterior. Além disso, os envios de melancias, sobretudo oriundas da Chapada do Apodi (RN/CE), também apresentaram bom desempenho, crescendo cerca de 6% no mesmo comparativo (78 mil toneladas).

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A demanda europeia por limões e limas, em especial ao longo dos últimos meses, garantiu a estabilidade dos envios internacionais, que passaram das 100 mil toneladas para a fruta. O maior consumo no continente também foi responsável pelo incremento de embarques de mamão, também recorde em toda a série histórica das exportações brasileiras, chegando a quase 30 mil toneladas na primeira metade do ano.

No caso da maçã, por mais que as participações dos envios da fruta representem pouco mais de 5% da receita gerada pelas exportações de frutas, a forte recuperação de produção na temporada 2025/26 na região Sul do País garantiu com que 200% a mais da fruta fosse destinada ao exterior, sobretudo para a Índia e para a Arábia Saudita. Com isso, o 1º semestre do ano se encerra com superávit de pouco mais de US$ 170 milhões (FOB), o maior valor para o período desde 2021.

Para o 2º semestre, por mais que as perspectivas sejam positivas para as exportações brasileiras já que a janela de embarques de boa parte delas ocorre na segunda parte do ano, as condições climáticas e a garantia de frutas com padrões satisfatórios de qualidade serão essenciais para o bom desempenho da nossa balança.

Neste sentido, vale destacar que o fator qualidade foi um dos principais motivos que geraram a queda de quase 30% nos embarques de bananas ao exterior e a leve retração de 2% nos envios de melão à Europa, em especial durante o período de entressafra da cultura (período que vai de abril a julho). Outro fator que poderá dinamizar os resultados para o 2º semestre está relacionado às políticas internacionais e à maior ou menor competição de demais países exportadores.

Para a uva, a continuidade das tarifas de 33% para a entrada da fruta no mercado dos EUA resultou em participação de apenas 6% dos envios brasileiros ao país, que retraíram em 30% do total embarcado. Para os melões e melancias, com a retomada produtividade de países da América Central e bons resultados da produção europeia a oferta internacional de ambas as frutas poderá ser maior neste ano, dificultando uma maior participação brasileira e cotações atrativas.

De qualquer forma, as perspectivas para a segunda metade do ano seguem otimistas, devendo nossas exportações baterem novamente a marca de US$ 1 bilhão até o final do ano.

Hfbrasil.org.br e Comex Stat

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