Agricultores assistidos pelo Incaper conquistam selo de Indicação Geográfica do Café Conilon

A IG para café conilon torrado veio da propriedade de Fábio Nicolau de Souza e Valquíria Pagung

por Portal Campo Vivo
Foto: divulgação

A busca por qualidade e diferenciação no mercado de cafés levou uma propriedade de Jaguaré a alcançar um feito inédito no município: a obtenção do selo de Indicação Geográfica (IG) do Café Conilon do Espírito Santo para café torrado, que agrega valor ao produto ao atestar sua procedência e o cumprimento de boas práticas de produção.

A conquista coroa os esforços do casal Fábio Nicolau de Souza e Valquíria Pagung, que conta com o apoio técnico do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), por meio do projeto Cafeicultura Sustentável.

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“É um orgulho muito grande. Representa toda dedicação e trabalho ao longo dos anos, buscando produzir um café de qualidade, dentro da sustentabilidade que a gente acredita. É o café que a gente toma e tem orgulho de oferecer para os nossos clientes e amigos”, destaca Fábio.

Por meio do projeto, a propriedade passou por um diagnóstico detalhado, que identificou os principais pontos a serem aprimorados. “No primeiro diagnóstico da propriedade, identificamos quais indicadores de sustentabilidade precisavam ser melhorados. A partir disso, elaboramos um plano de ação e acompanhamos a implementação dessas práticas ao longo do tempo”, explica a extensionista Ariele Altoé, coordenadora do escritório do Incaper em Jaguaré.

Com os avanços, a área foi cadastrada como Unidade de Referência de Sustentabilidade. “Pelo estágio alcançado, a propriedade do Fábio e da Valquíria se tornou uma vitrine que nos ajuda a difundir tecnologias sustentáveis junto aos produtores da região”, afirma Ariele.

Entre as melhorias implantadas estão o aperfeiçoamento do manejo do solo, ajustes na colheita e avanços no pós-colheita, etapa essencial para a produção de cafés de maior valor agregado. “A gente investiu em várias mudanças, desde o manejo nutricional até o controle da fermentação, secagem e armazenamento. Tudo isso buscando equilíbrio entre sustentabilidade e qualidade”, explica Fábio.

O suporte técnico contínuo foi determinante em cada fase do processo. “O Incaper foi fundamental para a gente. Além de acompanhar de perto, ajudou na implementação das práticas de produção. Fomos contemplados com a fossa séptica e com o tensiômetro, que têm nos ajudado a economizar água e produzir de forma mais sustentável. Sem o Incaper, não teríamos conquistado esse objetivo”, reconhece o produtor. 

O extensionista Welington Marré, coordenador do projeto Cafeicultura Sustentável na região, destaca a amplitude do acompanhamento. “Esse trabalho foi essencial para orientar o produtor na adoção de práticas sustentáveis e no aprimoramento do manejo, desde a lavoura até o pós-colheita”, pontua.

Ele também ressalta a importância do laudo de classificação sensorial emitido pelo Centro de Cafés Especiais do Espírito Santo (Cecafes), do próprio Incaper. “Esse laudo é fundamental para comprovar que o café atende aos padrões exigidos pela Indicação Geográfica”, pontua.

Critérios para obter o selo

Para obter o selo de IG, os produtores precisam atender ao Caderno de Especificações Técnicas da Indicação de Procedência “Espírito Santo”. Os requisitos incluem localização dentro da área delimitada (que abrange os 78 municípios capixabas), adoção de boas práticas de produção e sustentabilidade, rastreabilidade e pontuação mínima de 80 pontos na escala da Specialty Coffee Association (SCA). A solicitação do selo deve ser formalizada por meio de cooperativas que integram a Federação dos Cafés do Estado do Espírito Santo, entidade responsável pela manutenção e governança da IG do Café Conilon capixaba.

Na avaliação de Fábio, a chave para atingir esse nível está na atenção aos detalhes. “Desde a escolha dos clones, o ponto de maturação dos frutos até o pós-colheita, tudo é pensado para entregar um café diferenciado. É muito trabalho e esforço, mas também é fazer o melhor em cada etapa”, destaca.

Com o reconhecimento, a família projeta crescimento além das fronteiras do município. “A gente espera que essa conquista abra muitas portas. O selo não é só algo na embalagem, é uma garantia para o consumidor. Acreditamos que isso pode trazer novos mercados, melhores preços e mais reconhecimento para a nossa marca”, conclui Fábio.

Cafeicultura Sustentável fortalece produção com assistência técnica e inovação

Coordenado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e pelo Incaper, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), o projeto Cafeicultura Sustentável busca consolidar a cafeicultura capixaba como referência em sustentabilidade, inovação e agregação de valor. A iniciativa oferece assistência técnica a produtores de café arábica e conilon, com diagnóstico baseado em indicadores de sustentabilidade e elaboração de planos de ação personalizados. 

O projeto também promove a adoção de tecnologias e boas práticas no campo, com acompanhamento contínuo, implantação de unidades demonstrativas e realização de capacitações. As ações visam melhorar o manejo da lavoura, qualificar as etapas de produção e ampliar a competitividade do café capixaba no mercado. Mais de 6 mil propriedades já foram alcançadas pela iniciativa. 

Coordenação de Comunicação e Marketing do Incaper

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