Banana: mesmo com queda nas exportações, janeiro ultrapassa embarques de 2025

Apesar de queda frente a dezembro, embarques são 118,3% maiores em janeiro

por Portal Campo Vivo
Imagem: Freepik

Suprindo as expectativas após o sucesso de envios em 2025, o cenário da exportação da banana brasileira se iniciou muito bem em 2026. Devido a entraves produtivos em países concorrentes (Paraguai, Bolívia, Colômbia e Peru, por exemplo) e também por conta do aumento da produção nacional da banana nanica – principal variedade exportada – principalmente no Norte de Santa Catarina, 2025 foi marcado por envios mais intensificados.

Conforme dados do Comex Stat, aproximadamente 6 mil toneladas de banana do Brasil foram enviadas ao mercado internacional em janeiro de 2026, quantidade 6,3% menor dos embarques de dezembro de 2025; neste mesmo comparativo, a receita (FOB) apresentou queda de 13,7%, resultando em US$ 22,8 milhões.

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Segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, os primeiros meses do ano tendem a ser mais calmos, pois o consumo da fruta é retraído devido ao período de festas de fim de ano e férias escolares – momento em que o consumo costuma ser menor. Além disso, a concorrência com a fruta de outros países como Colômbia, Equador e Paraguai que se mostra mais atrativa (tanto quanto à aparência, quanto ao valor de comercialização e logística mais vantajosa), dificultaram o envio da fruta de Santa Catarina que, mesmo com uma maior oferta, melhora da qualidade e preços atrativos, devido ao inverno mais rigoroso e prolongado em 2025, a recuperação das lavouras está sendo mais lenta. Os países que se destacaram como principais destinos da fruta brasileira em janeiro foram Uruguai (42% do total enviado), Argentina (33,5%), Holanda (11,7%) e Espanha (6,9%), segundo o Comex Stat. 

Entretanto, apesar do menor montante enviado frente ao mês anterior, janeiro ultrapassou os elevados números que o mês de 2025 trouxe, já que os envios foram 118,3% maiores. De acordo com o portal de notícias TRT Português, uma crise climática atingiu o Norte da Colômbia no início deste mês, deixando 40.000 hectares da região abaixo d’água, o que pode gerar perdas produtivas nos próximos meses do País, contribuindo com a procura brasileira que pode ser mais elevada neste período.

Porém, como em fevereiro, as colheitas de Paraguai e Bolívia tendem a ser mais intensas e, por ser período das férias argentinas (responsável por importar quantidades significativas do Brasil) conforme colaboradores, as exportações brasileiras podem ser dificultadas neste mês novamente, visto que a demanda ainda poderá não ser completamente aquecida. Com a promessa de aumento de produção em março, os embarques podem retomar após o carnaval.

Hfbrasil.org.br e Comex Stat

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