Previsão do Inmet para fevereiro indica chuvas acima da média no Norte e Sudeste

Déficit na projeção de precipitação eleva risco para as lavouras no Centro-Oeste

por Portal Campo Vivo
Imagem: Pexels Pixabay

A previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para fevereiro indica impactos relevantes sobre a produção agrícola, com destaque para volumes de chuva acima da média em áreas do Norte e do Sudeste. Em outras regiões, o cenário aponta maior risco de estresse hídrico e térmico, conforme as análises do órgão.

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No Norte, de acordo com o Inmet, as chuvas acima da média previstas para áreas do Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins tendem a favorecer a manutenção da umidade do solo e o desenvolvimento das lavouras de verão. Ainda assim, segundo o instituto, a elevação das temperaturas em pontos do Acre, nordeste do Pará e Tocantins pode intensificar a evapotranspiração, elevando o risco de estresse térmico, com impactos sobre a floração e o enchimento de grãos, especialmente em lavouras de sequeiro.

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Para o Nordeste, as projeções do órgão indicam que a combinação de chuvas abaixo da média e temperaturas mais elevadas em áreas como norte da Bahia, Ceará e Maranhão pode comprometer o potencial produtivo das culturas de sequeiro, aumentando o risco de estresse hídrico em fases reprodutivas. Por outro lado, nas áreas onde o instituto prevê chuvas acima da média — como o sul da Bahia, sul do Maranhão, norte do Piauí e oeste da Paraíba — as condições tendem a ser mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, com melhor manutenção da umidade do solo.

Na Região Centro-Oeste, o Inmet aponta chuva abaixo da média em grande parte de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Segundo o órgão, esse cenário, aliado às temperaturas elevadas, pode intensificar o estresse hídrico e térmico nas lavouras de primeira safra. O instituto destaca o nordeste de Mato Grosso, onde o déficit de precipitação pode chegar a 150 mm. Em contraste, no norte do estado, as previsões do órgão indicam chuvas acima da média, favorecendo as condições hídricas, embora o excesso de precipitação possa provocar atrasos pontuais na colheita da soja e no plantio do milho segunda safra.

No Sudeste, conforme a previsão do Inmet, as chuvas acima da média no sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-norte de São Paulo tendem a beneficiar o desenvolvimento das culturas de verão, além de pastagens e lavouras perenes, como o café. Já no Triângulo Mineiro, norte de Minas Gerais e oeste paulista, onde o instituto indica volumes abaixo da média, a menor disponibilidade hídrica do solo pode afetar lavouras em estágios reprodutivos críticos.

No Sul, segundo o órgão, o predomínio de chuva abaixo da média tende a reduzir a umidade do solo e pode afetar lavouras ainda em fase de enchimento de grãos. Em contrapartida, o cenário mais seco indicado pelo Inmet favorece a maturação e melhora as condições para a colheita da soja e do milho primeira safra, contribuindo para a qualidade dos grãos e a redução de perdas no campo.

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