
O Extremo Sul da Bahia, região tradicional na produção de cacau, será contemplado pelo projeto Cacau com Florestas no Extremo Sul. A iniciativa busca transformar a realidade socioeconômica de agricultores familiares e cacauicultores em diferentes estágios de produção, por meio da oferta de assistência técnica qualificada, com potencial combinação de acesso ao crédito.
O projeto é fruto de uma parceria entre a Suzano, empresa global na fabricação de celulose e bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, e o Instituto Arapyaú, organização filantrópica que fomenta iniciativas de desenvolvimento sustentável.
Segundo o gerente de Desenvolvimento Socioambiental da Suzano, André Becher, “a iniciativa surge para superar umas das barreiras que impede a maioria dos produtores de potencialmente acessar linhas de financiamento, uma vez que existe baixo acesso a assistência técnica e apenas 15% deles já conseguiram crédito, e as alternativas disponíveis hoje são inacessíveis ou inadequadas para pequenos produtores”.
A iniciativa prevê o fornecimento de assistência técnica contínua às famílias participantes. O acesso ao crédito, quando possível e viável, será viabilizado por meio do Fundo Kawá, mecanismo que combina capitais de diferentes fontes para ofertar crédito direcionado a pequenos produtores de cacau. A assistência técnica é orientada para apoiar os produtores na melhoria da produtividade, com ações como adubação, calagem e uso de insumos, além do adensamento e manejo eficiente dos cultivos, beneficiamento do cacau e agregação de valor à produção.
Um dos diferenciais do projeto está no acompanhamento técnico direto aos produtores, que orienta decisões, organiza prioridades e contribui para resultados mais rápidos, sustentáveis e escaláveis. Apenas no Extremo Sul da Bahia, a expectativa é retirar mais de 800 pessoas da condição de pobreza, com ampliação de renda, produção fortalecida e cadeias sustentáveis de cacau integradas à conservação florestal.
O projeto terá atuação nos municípios de Alcobaça, Caravelas, Ibirapurã, Itamaraju, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viçosa, Prado, Teixeira de Freitas e Vereda, com previsão de expansão para Eunápolis, Belmonte, Itajimirim, Guaratinga e Porto Seguro.
A implementação está prevista até 2027 e concilia a adoção de práticas sustentáveis de baixo custo, como biocalda, adubação orgânica e controle alternativo de pragas, com o incentivo ao cultivo consorciado de mandioca e hortaliças, visando à geração de renda imediata.
De acordo com André Becher, a Suzano atua como parceira das comunidades e busca fortalecer o relacionamento por meio da construção participativa de soluções para geração de trabalho e renda. “Por meio dos nossos projetos com as comunidades vizinhas às nossas operações, buscamos promover geração de renda e fortalecer tecnicamente os produtores, criando oportunidades reais de autonomia financeira, qualidade de vida e empoderamento. Nosso compromisso é contribuir para a redução da pobreza e construir relações baseadas no diálogo aberto, respeito mútuo e parceria”, afirma.
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