A demanda asiática de café não será suficiente para absorver a crescente produção global e respaldar os baixos preços do café, apesar do pujante crescimento do consumo na China, disse a Volcafé.
O chefe de pesquisas de café da Volcafé, Keith Flury, divisão da ED&F, disse na conferência Sintercafé, que o consumo da China chegará a 3 milhões de sacas de 60 quilos em 2025, o que supõe um crescimento de 126% na próxima década.
Esse aumento converteria a China no décimo primeiro maior consumidor de café, ao nível do Reino Unido – do atual 21o lugar -, mas não deverá levar a uma mudança significativa na demanda global, o que reduz as esperanças de que o crescente consumo asiático impulsione os preços, que estão em mínimos de dois anos, em US$ 1,1215 por libra.
“No entanto, temos muita esperança que a Ásia aumente a demanda de café, ao mesmo tempo, eles também estão produzindo mais do que precisam”, disse Flury, cuja firma tem investimentos no gigante asiático.
O analista disse que as expectativas de um consumo na China de 20 milhões de sacas nos próximos 10 anos “não são realistas”, em parte devido à desaceleração do crescimento do poder de compra dos chineses. Entre os fatores positivos para a demanda, está o constante crescimento da população urbana na China.
No ano passado, a Volcafé iniciou as operações para exportar grãos de variedade arábica da província cafeeira chinesa de Yunnan, baseado em parte nas previsões de que o país dobraria a produção em 2019.
O grosso da colheita chinesa é exportado, enquanto que o mercado doméstico tende aos cafés instantâneos e aos grãos robusta de menor qualidade, principalmente importados do Vietnã, disse Flury.
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