Grupo de trabalho é criado para acompanhar renegociação de financiamento rural

por admin_ideale


 


A Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aqüicultura e Pesca (Seag) realizou, na tarde desta terça-feira (17), em sua sede, uma reunião com diversos agentes financeiros e representantes de federações, com o objetivo de avaliar os impactos da Medida Provisória 432, que estimula a liquidação ou a renegociação das dívidas dos produtores, relativas ao crédito rural e crédito fundiário. Durante a reunião foi decidida a composição de um grupo de trabalho com a função de monitorar o andamento de renegociação dos contratos e a solução de pendências nas relações produtores e agentes financeiros.


A Seag tem interesse em mediar o processo de renegociação das dívidas, com o propósito de equacionar o passivo e melhorar a renda dos produtores capixabas. O prazo estipulado para os produtores que optarem pela liquidação ou renegociações expira em 30 de setembro de 2008. Mas para os produtores que queiram quitar suas dívidas com uns descontos o prazo é 30 de dezembro, já os bancos possuem até 31 de março de 2009 para se manifestarem quanto à renegociação dos produtores.


Os bancos informaram que cerca de 3.500 produtores podem ser contemplados com as medidas desde que estejam dentro das condições estabelecidas.


Estado


No Estado, 13 municípios se encontram em processo de reconhecimento de situação de emergência, e em análise final pela Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional. Os municípios são: Alegre, Aracruz, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Ecoporanga, Itapemirim, Mucurici, Muniz Freire, Ponto Belo, São Roque do Canaã e Vargem Alta.


O Espírito Santo, em uma avaliação geral, está relativamente bem situado em relação às demais unidades federativas. Isto porque o estoque de dívidas é proporcionalmente inferior. De acordo com os agentes financeiros, os casos de inadimplências ocorrem por conta do estado emergencial de alguns municípios, por decorrência de secas. Além disso, a pecuária bovina e o café não irrigados e encontram-se nesta situação por causa da seca ocorrida nos últimos três anos.


Os participantes da reunião foram: o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), Banco do Brasil e Banco do Nordeste, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Espírito Santo (Fetaes), a Federação da Agricultura do Espírito Santo (Faes) e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência técnicas e Extensão Rural (Incaper).



 


Ouça entrevista


 



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