07/08
Em entrevista ao programa Campo Vivo, da Rádio Globo Linhares, o engenheiro agrônomo e Gerente do Departamento Agrícola do Cacau da Nestlé, Guilherme, fala sobre a qualidade na produção do cacau visando o produto final. Confira:
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24/07
Projeto quer identificar quantidade de cacau em chocolates
O Senado Federal começou a discutir, em audiência pública realizada em abril, projeto de lei que determina percentual mínimo de 35% de cacau nos chocolates comercializados no Brasil. A proposta é da senadora baiana Lídice da Mata (PSB). A audiência reuniu produtores de cacau da Bahia e do Pará, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O projeto de lei 93/2015 também obriga as indústrias a informar, no rótulo, o teor de cacau contido no produto.
A senadora argumenta que o aumento da quantidade de cacau no chocolate ampliará o espaço do produto brasileiro no mercado e alinhará a lei brasileira a padrões já adotados na Europa e nos Estados Unidos. Ela ressalta, no entanto, que pretende ampliar o debate para que o projeto contribua com todos os integrantes da cadeia produtiva. "Não temos pressa em aprovar a matéria. Temos compromisso em realizar um debate sério. Buscamos também que os produtores de chocolate tenham uma política de valorização do produto. Temos de sair da situação de sermos um país exportador de commodities para sermos um país que possa agregar valor a seus produtos", diz Lídice.
Para o representante da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau presente à audiência, Guilherme Moura, a iniciativa de Lídice representa o início de um plano reestruturante para o setor e aproxima a legislação das demandas do mercado, que já pede mais cacau nos chocolates.
Redação Campo Vivo
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17/07
Qualidade das mudas
Os produtores precisam ficar atentos com o padrão de qualidade genética para ter sucesso na plantação. A escolha das mudas é essencial para a formação de uma boa lavoura. Atualmente, a Ceplac indica oito clones para os cacauicultores capixabas que ainda encontram outros materiais genéticos que apresentam bons resultados tanto na tolerância a vassoura de bruxa quanto na alta produtividade.
A distribuição de mudas realizada pela Ceplac e associações do setor ocorrem para assegurar que o produtor adquira um material de elevada qualidade com procedência confiável. “É uma cultura que é explorada por 40 anos. O sucesso do plantio começa na aquisição de boas mudas com empresas que tenham registro no Ministério de Agricultura e qualidade no material”, destaca o produtor Emir Filho.
Redação Campo Vivo
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10/07
Cacau em novas áreas é uma tendência para o setor
Cultivado tradicionalmente sob a sombra de arvores da Mata Atlântica, no sistema conhecido como ‘Cabruca’, a cultura do cacau, nos últimos anos, começou a ganhar novas áreas. Produtores têm apostado no plantio em locais abertos, fora da mata, em um cultivo que passou a ser chamado de ‘Pleno sol’, embora respeite as necessidades agronômicas do cacaueiro.
A quantidade de áreas plantadas nesse novo sistema vem aumentando e, entre as vantagens, está a distância de áreas com maior pressão do fungo da vassoura-de-bruxa.
De acordo com o presidente da Coopercau, Emir Filho, ainda é cedo para fazer qualquer afirmação, mas os indícios tem mostrado que os produtores tradicionais não conseguirão alcançar o nível de competitividade que se tem a pleno sol. “É possível mecanizar e reduzir custos o que não se consegue na Cabruca. Se tomar os cuidados com a fisiologia da planta, como água, luz, nutrição, proteção de ventos, etc, temos observado que poderemos ter ótimos resultados para o setor”, destaca Emir.
O gerente da Ceplac no ES, Elpídio Neto, diz que é preciso atentar para alguns fatores nesse sistema. “Recomendamos o consórcio com sistemas agroflorestais no cultivo de cacau a Pleno Sol, usando, por exemplo, seringueiras ou fruteiras. O conforto térmico da planta é essencial. É importante ter também alguma planta que sirva para o quebra-vento no período de formação da lavoura”, alerta o técnico.
Redação Campo Vivo
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Em entrevista ao programa Campo Vivo, da Rádio Globo Linhares, o engenheiro agrônomo e empresário do setor de irrigação, Elídio Gama, explica sobre os sistemas de irrigação e o cultivo em novas áreas na cultura do cacau. Confira:
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03/07
Paralelo a esse trabalho, o setor avança para fazer valer a Indicação Geográfica ‘Cacau de Linhares’, primeiro reconhecimento do produto deste tipo no Brasil, recebida pela Acal há cerca de dois anos, e grande aposta para agregar valor a fruta. Mas na época, segundo Maurício Buffon, a crise era tão grande que não era possível nem dialogar sobre as oportunidades dessa conquista com o produtor, um tema novo que ainda era desconhecido pelo cacauicultor. Um projeto da Acal, da Cooperativa dos Produtores de Cacau (Coopercau) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/ES), vai investir em diversas ações para alavancar a marca. “Vamos criar parâmetros de produção para que os cacauicultores sejam enquadrados e estejam aptos a utilizar o selo que será sinônimo de um produto com qualidade produzido dentro das boas práticas agrícolas. Esse ano temos 50 produtores para inserir no projeto, mas nossa meta é atingir todos produtores dentro da área que recebeu a indicação geográfica”, diz Mauricio Buffon, da Acal.

Maurício Buffon, da Acal: projeto de Indicação Geográfica será o grande propulsor do segmento
Segundo o presidente da entidade, o cacau local terá uma condição diferenciada com esse trabalho e, com isso, irão buscar preços também diferenciados. “Além dos aspectos culturais, sociais e ambientais, reconhecidos na IG, a qualidade do produto será o grande ponto para esse diferencial. Então, vamos trabalhar processo de secagem, fermentação, armazenagem, etc. Todos esses procedimentos irão contribuir para a qualidade e depois vamos procurar o mercado para nosso produto. Esse trabalho vai possibilitar o destaque do nosso Estado em produzir esse cacau diferenciado”, afirma Buffon.
Para o diretor de atendimento do Sebrae ES, Ruy Dias de Souza, o produtor precisa entender que é possível conquistar novos mercados e lucrar ainda mais com a atividade, mantendo a qualidade de seus produtos. “Estamos iniciando um trabalho específico para o produto, com o objetivo de divulgar a IG do Cacau de Linhares para os consumidores e população em geral, além de conscientizar os produtores sobre os benefícios que a indicação traz, caso o produto cumpra os requisitos necessários para tal, como excelente qualidade. O uso da inovação e tecnologia tornam-se importantes neste momento para garantir bons resultados”, destaca Souza.
Com a adequação da produção local dentro dos protocolos de qualidades necessários, o segundo passo será promover ações que divulguem a qualidade do setor. “O Sebrae/ES viabilizará ações de marketing promocional da Identificação Geográfica e do marketing promocional do cacau de qualidade e derivados produzidos no ES. Além disso, a instituição apoiará a participação das empresas/produtores em feiras e eventos, dentre outras ações”, diz o diretor do Sebrae capixaba.
Paralelo a esse trabalho, o setor avança para fazer valer a Indicação Geográfica ‘Cacau de Linhares’, primeiro reconhecimento do produto deste tipo no Brasil, recebida pela Acal há cerca de dois anos, e grande aposta para agregar valor a fruta. Mas na época, segundo Maurício Buffon, a crise era tão grande que não era possível nem dialogar sobre as oportunidades dessa conquista com o produtor, um tema novo que ainda era desconhecido pelo cacauicultor. Um projeto da Acal, da Cooperativa dos Produtores de Cacau (Coopercau) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/ES), vai investir em diversas ações para alavancar a marca. “Vamos criar parâmetros de produção para que os cacauicultores sejam enquadrados e estejam aptos a utilizar o selo que será sinônimo de um produto com qualidade produzido dentro das boas práticas agrícolas. Esse ano temos 50 produtores para inserir no projeto, mas nossa meta é atingir todos produtores dentro da área que recebeu a indicação geográfica”, diz Mauricio Buffon, da Acal.
Segundo o presidente da entidade, o cacau local terá uma condição diferenciada com esse trabalho e, com isso, irão buscar preços também diferenciados. “Além dos aspectos culturais, sociais e ambientais, reconhecidos na IG, a qualidade do produto será o grande ponto para esse diferencial. Então, vamos trabalhar processo de secagem, fermentação, armazenagem, etc. Todos esses procedimentos irão contribuir para a qualidade e depois vamos procurar o mercado para nosso produto. Esse trabalho vai possibilitar o destaque do nosso Estado em produzir esse cacau diferenciado”, afirma Buffon.
Para o diretor de atendimento do Sebrae ES, Ruy Dias de Souza, o produtor precisa entender que é possível conquistar novos mercados e lucrar ainda mais com a atividade, mantendo a qualidade de seus produtos. “Estamos iniciando um trabalho específico para o produto, com o objetivo de divulgar a IG do Cacau de Linhares para os consumidores e população em geral, além de conscientizar os produtores sobre os benefícios que a indicação traz, caso o produto cumpra os requisitos necessários para tal, como excelente qualidade. O uso da inovação e tecnologia tornam-se importantes neste momento para garantir bons resultados”, destaca Souza.
Com a adequação da produção local dentro dos protocolos de qualidades necessários, o segundo passo será promover ações que divulguem a qualidade do setor. “O Sebrae/ES viabilizará ações de marketing promocional da Identificação Geográfica e do marketing promocional do cacau de qualidade e derivados produzidos no ES. Além disso, a instituição apoiará a participação das empresas/produtores em feiras e eventos, dentre outras ações”, diz o diretor do Sebrae capixaba.
Redação Campo Vivo
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26/06
Indicando o cacau do futuro
“Quando lembro já trabalhava no cacau”, diz o produtor Lícinio Pereira de Alcantara. Filho de trabalhador da lavoura de cacau, o cacauicultor da região de Perobas, interior de Linhares, até hoje cultiva a fruta. Durante todo esse tempo viveu momentos distintos na atividade. De uma cultura quase extrativista e com fartura de produção, vivenciada pelos capixabas até o final dos anos 90, a uma atividade altamente impactada pela doença da vassoura de bruxa que reduziu a produtividade das lavouras da região e despertou uma nova fase para o segmento.
A mudança na mentalidade dos produtores veio através da necessidade. A dificuldade virou oportunidade e o trabalho de renovação das lavouras de cacau por clones mais resistentes a doença e mais produtivos teve início há alguns anos. Lícinio foi um dos que apostaram na renovação e já está colhendo resultados. No auge da crise e com as plantas velhas afetadas produzia insignificantemente. Hoje, quatro anos após trocar os materiais genéticos plantados, já produz 80 sacas com a meta de chegar em 300 sacas se tudo ocorrer conforme planejado nos seus 9.000 pés plantados. É um exemplo de produtor de cacau na região da cabruca, que cultiva a planta em meio a Mata Atlântica.

Licínio com suas novas mudas de cacau para renovar sua lavoura
Segundo a Associação dos Cacauicultores de Linhares (Acal), atualmente, são cerca de 300 produtores no município que representa 90% da produção da fruta no Espírito Santo. “Temos muitos produtores com a necessidade de renovar os cacauais. É a única solução para retomar os índices positivos econômicos e, por consequência, sociais e ambientais”, diz Maurício Buffon, presidente da Acal.
Na região de Povoação, a fazenda São Luiz também é sinônimo de recuperação na atividade cacaueira. O produtor Emir de Macedo Gomes Filho apostou na renovação e hoje a produção é bem maior que na época que a vassoura-de-bruxa tomava conta das plantas. O produtor plantou materiais recomendados tecnicamente e, ainda, observando a demanda diante de boas perspectivas do mercado de cacau, empreendeu e hoje possui um viveiro de mudas. “O momento é de reagir e buscar alternativas de receitas. A grande saída é a diversificação e não ficar no monocultivo. Acreditamos na valorização do preço do cacau com a demanda mundial por chocolate e a falta da matéria prima. O setor vai precisar de mudas de qualidade”, diz, garantindo que a renovação da lavoura foi fundamental para sua retomada de produção. “Se eu tivesse permanecido com a lavoura velha eu tinha inviabilizado meu negócio porque a planta doente só produz esporo da doença. Eu só estou conseguindo produzir depois que substitui por materiais resistentes e mais produtivos”, destaca Emir Filho.
As pesquisas por esses materiais tomaram força ainda na Bahia, estado maior produtor de cacau do país que viu a doença dizimar uma região. Antes de chegar ao Espírito Santo, a vassoura-de-bruxa estimulou o avanço nas pesquisas pelos técnicos da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). “Esse trabalho iniciou nos anos 90 e culminou na seleção de clones tolerantes a doença e produtivos e que validamos para o Espírito Santo considerando as características regionais. Hoje, temos oito clones recomendados e que apresentam ótimos resultados no campo. O material genético para essa nova fase da cacauicultura está acessível aos produtores”, diz Elpídio Francisco Neto, gerente regional da Ceplac no Estado capixaba.
Para a renovação das lavouras ganhar mais agilidade, o Governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), desenvolve, nos últimos anos, o programa denominado “Plano de Renovação Sustentável da Lavoura Cacaueira” para apoiar o produtor rural e a cadeia produtiva do cacau, visando ao fortalecimento deste segmento do agronegócio capixaba com algumas ações, entre elas o fomento de mudas aos produtores. Foram entregues, em quatro anos, 380 mil mudas aos produtores capixabas. O projeto conta com a participação de diversos agentes como Sebrae/ES, Senar/ES, Federação da Agricultura, instituições do setor financeiro, indústrias e empresas privadas , também empenhados em contribuir para uma essa nova fase da atividade. “Teremos uma cacauicultura mais próspera e sustentável nos próximos anos com a união de esforços dos atores envolvidos na atividade, especialmente com foco no apoio ao produtor rural”, afirma Guilherme Junqueira, da gerência Departamento Agrícola – Cacau – da Nestlé Brasil.
Redação Campo Vivo
Na próxima sexta-feira, aqui no Portal Campo Vivo, mais reportagens sobre a série que está abordando o novo ciclo do cacau no ES.
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Na próxima terça-feira, você pode conferir mais notícias sobre o projeto 'Novo Ciclo do Cacau' no programa Campo Vivo, na Rádio Globo Linhares (870 AM), a partir das 17 horas.

