O agronegócio é a grande estrela das exportações pelo Espírito Santo. Apresenta resultados positivos e crescentes mês a mês, em contraste com o quadro geral dos embarques.
Nos cinco primeiros meses deste ano, as vendas do agronegócio capixaba ao exterior atigiram US$ 781,9 milhões, valor 3% maior do que US$ 758,7 milhões em igual período do ano passado. Foram embarcadas 1,1 milhão de toneladas, superando a marca em torno de 1 milhão em 2014, de acordo com os dados da Secretaria de Estado da Agricultura.
Os aumentos nos preços médios internacionais de vários produtos – não de todos, é claro –, e a valorização do dólar sem dúvida ajudaram a engordar a receita exportadora do agronegócio, apesar dos custos elevados de produção e dos gargalos portuários no Espírito Santo.
Entre as maiores variações positivas de preços em 2015, comparando-se os valores com os do ano passado, chamam a atenção as seguintes: goiabas frescas ou secas, 454,7%; madeira serrada, 440,8%; couros de caprinos preparados, 324,8%; carne de frango in natura, 136,5%; móveis de madeira, 79,6%; pimenta-do-reino, 43,2%; café verde, 41,3%; e pescados, 29,1%.
Embarques
Apesar da boa performance dos produtos do agronegócio, as exportações totais a partir do Espírito Santo estão muito fracas neste ano. A receita de US$ 4,3 bilhões, até maio, é 12,8% inferior à dos mesmos meses do ano passado.
Desembarques
As importações também estão em decadência por aqui. A soma de US$ 2,3 bilhões registrada de janeiro a maio deste ano é 23,9% menor do que US$ 3,1 bilhões no mesmo período do ano passado, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento. A queda nos desembarques de produtos no Espírito Santo é maior do que o recuo médio de 20,5% entre os Estados do Sudeste.
As maiores retrações nas importações pelo litoral capixaba são observadas em equipamentos de transporte de uso industrial (-60,5%), commodities alimentícias para indústrias (36,15%), e maquinário (-34,4%). O investimento está afundando.

