0 cultivo de palmito de pupunha ganha cada vez mais espaço no sul da Bahia. Apresentada pela empresa Inaceres como alternativa de renda aos produtores da região, que necessitam diversificar a atividade agrícola, a produção desse palmito deve chegar a 10 milhões de hastes em 2010. Essa é a estimativa da empresa alimentícia e integradora que acaba de comprar mais uma fazenda no sul da Bahia para seguir seu plano de expansão na produção de palmito de pupunha.
Localizada na região de 0livença, a fazenda está em posição estratégica, pois fica entre outras duas propriedades da empresa localizadas em Una e Uruçuca, e a 80 km da indústria. “Pretendemos produzir nesta fazenda mais de 1.300 milhão hastes, assim que estabilizada a produção. Com esse volume, somado com ao das duas outras fazendas, mais a produção dos integrados, devemos ultrapassar a casa das 10 milhões de hastes a partir de 2010”, contabiliza Ricardo Ribeiral, diretor-su-perintendente da Inaceres.
■ Investimentos
Desde que chegou à Bahia em 2001, a Inaceres já investiu cerca de R$ 25 milhões entre propriedades, implantação e manutenção de lavouras e fábrica. Só na nova fazenda, a empresa deve investir cerca de R$ 2 milhões.
Além dos recursos próprios, a Inaceres vem investindo, nos últimos três anos, em produtores integrados da região, disponibilizando mudas e fertilizantes para pagamento posterior em hastes de palmito.
“No momento, não temos mais essa linha de crédito para novos integrados”, informa Ri-beiral. Mas ele avalia que, com a inclusão do palmito de pupunha no PAC da região sul da Bahia, linhas de crédito mais interessantes devem surgir para projetos de pupunha, ampliando e fortalecendo ainda mais a cadeia produtiva de palmito na região
A Inaceres é fruto da união de duas empresas, unindo a forte cultura em qualidade e pesquisa da brasileira Agroceres, com a tecnologia e os conhecimentos no cultivo e industrialização de palmito da equatoriana Inaexpo. Juntas, estão desenvolvendo no Brasil a cadeia produtiva do palmito cultivado para atender as expectativas do consumidor, que deseja um produto ambientalmente correto, seguro e de alta qualidade.
Jornal de Brasilia

